• Casal chegou a se automutilar para inventar motivo de sumiço do dinheiro
  • No Distrito Federal, pelo menos 49 pessoas caíram no golpe
  • Em Sergipe é pior, com cerca de R$ 1,6 milhão em prejuízos de famílias inteiras

Diversos membros das mesmas famílias buscam justiça contra um golpe com uso de criptomoedas. O caso se desenrola desde 2019 e envolve casal que se automutilou para forjar sequestro.

Réus na Justiça do Distrito Federal, Alexsandro Rodrigues Alves e Geslanne Nunes de Souza Azevedo, além de outras seis pessoas e empresas, entre elas a  SAF – Serviços de Assistência Familiar, também chamada de Gsaf, respondem por diversos golpes.

Eles são acusados de operarem um esquema de pirâmide financeira com uso de criptomoedas. Eles teriam levantado R$ 30 milhões em investimentos com a promessa de até 12% de retorno ao mês.

Após a pirâmide ter supostamente ruído, Alexsandro e Geslanne forjaram o próprio sequestro e disseram ter sido extorquidos por criminosos. A Polícia Civil do Sergipe descobriu, no entanto, que o golpe era desculpa para sumir com o dinheiro dos clientes.

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Famílias inteiras caíram no golpe com criptomoedas

Hoje, 14 autores esperam a decisão de agravo de instrumento para saber se a Justiça irá individualizar ou tratar a causa como coletiva.

Ao Metrópoles

, a advogada Rosalynn Farias de Oliveira Apolônio, que atua no caso, diz que “muitos dos que integram a ação são familiares e afins e acabaram envolvidos nesse enredo”.

O esquema teria desviado R$ 1,6 milhão apenas em Sergipe. No entanto, Apolônio explica que é possível que pessoas de todo o Brasil tenham sido vítimas. Segundo ela, muitas podem simplesmente ainda não ter se dado conta do golpe.

No DF, já se sabe de pelo menos um braço da pirâmide do Gsaf. Um pastor do Distrito que entrou no suposto investimento em criptomoeda teria convencido a esposa a trazer outras 47 pessoas. Só nesses contratos, os acusados de estelionato teriam obtido lucros de mais de R$ 225 mil.

Um dos desafios, no entanto, é bloquear bens dos acusados na Justiça. Apesar de a Justiça conceder tutelas com frequência, os credores vêm tendo dificuldades em encontrar bens no nome dos réus.

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Paulo Alves Jornalista

Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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