Funcionários públicos do Paraguai são pegos minerando bitcoin ilegamente dentro da estatal de energia

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EM RESUMO
  • Funcionários da estatal de energia do Paraguai, a ANDE, foram pegos minerando bitcoin dentro da sede da entidade.

  • A mineração clandestina acontecia no gabinete do Departamento de Segurança e Vigilância, onde trabalhavam sete pessoas.

  • Existe uma acusação que alguns funcionários da estatal também negociavam com mineradores para permitir a prática ilegal na região.

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De acordo com a estatal de energia do Paraguai, a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), a exploração ilegal da atividade de mineração está se intensificando e  causando recorrentes falhas de energia no país.



Para somar ao problema causado pelas fazendas ilegais que se instalam no país pela energia barata, empregados da própria estatal foram pegos tirando proveito de seus cargos de liderança.

Uma investigação interna descobriu que alguns funcionários estavam utilizando as instalações da instituição, como equipamentos e energia elétrica, para minerar bitcoin.



Gabinete do Departamento de Segurança e Vigilância da ANDE. Fonte: ABC

A atividade clandestina acontecia dentro do gabinete do Departamento de Segurança e Vigilância, onde trabalhavam sete funcionários públicos. 

Conforme noticiou o portal ABC, o presidente da ANDE, Félix Sosa, recebeu uma denúncia sobre o caso. No entanto, quando ele enviou os auditores para verificar a informação, o equipamento havia sumido.

Apesar disso, há indícios que de fato os equipamentos estiveram ali e para conseguir mais informações sobre o seu paradeiro, os outros funcionários da sede passarão por interrogatório.

A ANDE agora prepara os documentos para apresentar uma denúncia formal ao Ministério Público.

Monitoramento de fazendas de mineração seriam “farsas”

Além disso, a estatal de energia do Paraguai está envolvida em um segundo escândalo ligado à mineração de bitcoin.

Nas últimas semanas, a ANDE realizou algumas operações no país para interromper ligações clandestinas ao seu sistema de energia.

Entretanto, segundo o portal paraguaio La Clave, essas vistorias seriam “farsas”. Fontes anônimas denunciaram que algumas operações de busca seriam apenas um “bate-papo” com os exploradores ilegais. 

Para obter permissão para continuar a prática ilegal, os mineradores supostamente deveriam dividir os lucros com funcionários da entidade.

Além da crise interna, o país também parece ser o destino para esquemas fraudulentos. Conforme mostrou o BeInCrypto na semana passada, um brasileiro apontado como líder da criptomoeda suspeita de fraude Bitcoin Vault, estava divulgando uma fazenda de mineração no Paraguai de uma nova versão do ativo, o Bitcoin Vault Cash.

Por outro lado, mineradoras reguladas e de grande porte também se interessam pela energia do país vizinho. No dia 15 de março, uma empresa sul-coreana pediu autorização ao governo paraguaio para investir US$ 500 milhões em uma nova fazenda de mineração no país, com direito a uma central elétrica privada.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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