Os fundos de criptomoedas têm mantido um bom desempenho durante a crise do coronavírus. Alternativa para quem tem medo da volatilidade das criptomoedas, os fundos abrigam investidores de todos os portes. Resultados superaram o Bitcoin e o IBOVESPA.

O mercado das criptomoedas é algo que ainda assusta os investidores mais conservadores. Entre eles, há temor por conta da tecnologia ser relativamente nova e o seu funcionamento mais complexo do que os ativos tradicionais.

Além do receio, o Bitcoin (BTC) e as Altcoins têm sofrido ataques constantes de instituições financeiras tradicionais, incluindo os Bancos, Fundos de Investimento e Governos ao redor do mundo.

O próprio Banco Central (BACEN) se posicionou de maneira excessivamente cautelosa sobre as moedas virtuais ao final de 2017, embora tenha colocado a Plataforma Pier – baseada no blockchain – em funcionamento no início de 2020.

Procurando diminuir os receios e oferecer uma possibilidade de investimento com riscos diluídos, os fundos de criptomoedas são uma alternativa aos modelos mais tradicionais de negócios financeiros.

Regulação da CMV

No Brasil, o conceito dos fundos de investimento em criptomoedas ainda está tomando corpo. A posição das instituições financeiras ainda não é clara o suficiente para que os investidores atuem com a segurança desejada.

O principal problema é regulatório: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proíbe o investimento direto dos fundos em criptoativos por aqui.

De todo modo, os fundos podem realizar investimentos indiretos no exterior, conforme dita o Ofício Circular 11/2018:

A Instrução CVM nº 555, em seu arts. 98 e seguintes, ao tratar do investimento no exterior, autoriza o investimento indireto em criptoativos por meio, por exemplo, da aquisição de cotas de fundos e derivativos, entre outros ativos negociados em terceiras jurisdições, desde que admitidos e regulamentados naqueles mercados

Na prática, as empresas que criaram fundos de investimentos em criptoativos compõem o portfólio com outros ativos tradicionais, como investimento em renda fixa, por exemplo. A proporção de criptoativos varia conforme o risco que o investidor topa assumir.

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Fundos de Criptomoedas no Brasil

De olho nas possibilidades, algumas empresas já oferecem opções interessantes aos investidores:

Fundos Hashdex

A partir de um aporte de quinhentos reais, é possível investir em três opções de fundos: Discovery, Explorer e Voyage. Todos são compostos, em maior ou menor proporção, pelo índice HDAI e por investimentos em renda fixa.

Fundos BLP Crypto

A BLP foi a primeira empresa a oferecer um portfólio composto por criptoativos no Brasil e também oferece três opções: o BLP Crypto Assets FIM, o BLP Criptoativos FIM e o Genesis Block Fund Ltd.

Transfero Swiss

A Transfero Swiss é uma empresa criada por brasileiros com sede na Suíça. Por terem posicionado a empresa em um país receptivo aos investimentos em criptoativos, os seus diretores investem diretamente na compra e venda de criptomoedas. Para investir nos fundos da empresa, é necessário mover dinheiro para o exterior. Apesar de a empresa e seus fundos estarem sediados no exterior, o acesso de clientes brasileiros é facilitado pela Transfero.

Captação de Recursos em Alta nos Fundos

A rentabilidade oferecida pelo investimento em criptomoedas é uma realidade defendida por diversos especialistas da área econômica.

Em março de 2020, tanto o Bitcoin quanto o IBOVESPA tiveram queda superior a 25%, enquanto os fundos da Hashdex enfrentaram uma queda de aproximadamente 2,5%.

Em entrevista exclusiva ao BeIncrypto Br, Marcelo Sampaio – criador do Hashdex Digital Assets Index – defendeu o uso das moedas virtuais como possibilidade de investimento e de hedge contra variações bruscas de preço.

A Hashdex, inclusive, ostentou saldo positivo no número de cotistas e na captação de recursos em março de 2020, apesar do impacto do novo coronavírus (COVID-19). A BLP também obteve resultados positivos na captação entre janeiro e março.

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