Fundos de investimento de Portugal crescem com ajuda de dinheiro público

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EM RESUMO
  • Fundos de capital de risco de Portugal comemoram crescimento.

  • Gestores veem investimento público como essencial para o momento positivo.

  • “Há muito apetite para países emergentes”, diz executiva.

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Fundos de capital de risco de Portugal comemoram crescimento e veem investimento público como essencial para o momento positivo.



Fundos de investimentos portugueses estão tendo ajuda de dinheiro estatal para atrair aportes estrangeiros ao país. Segundo gestores de fundos do país, uma ajuda da União Europeia é essencial para acelerar a atração de recursos de fora.

Sofia Santos, sócia da investidora de capital de risco Faber, diz que o financiamento da UE é essencial para acelerar os investimentos no país. Em entrevista durante o Web Summit 2020 na quarta-feira (2), ela contou que a política de apoio público permitiu que a empresa se tornasse um fundo de investimentos.



O financiamento público do estado e da União Europeia, para a Faber, por exemplo, tem sido fundamental e crucial para nosso lançamento como fundo. Pelo nosso tamanho e geografia, precisamos de apoio para validar nossas propostas.

Sofia Santos, da Faber

A Faber aposta em startups de diversos segmentos em Portugal. O país é visto como um potencial novo hub tecnológico na Europa, principalmente em Lisboa, onde a Faber é sediada. 

Selo da União Europeia ajuda a trazer investimento estrangeiro para Portugal

Segundo Santos, ter a União Europeia como financiadora também contribui para atrair investidores de fora. A executiva acredita que esse também é um modelo que pode ajudar países emergentes.

Quando tentamos atrair investimentos de outros países, esse selo é na verdade um catalisador para gerar confiança. Há muito apetite por países emergentes, e eu acredito que Portugal está bem posicionado. 

Stephan Morais, da Indico Capital Partners, tem posicionamento parecido. Também durante uma sessão no Web Summit 2020, o executivo opina que o apoio público é fundamental para acelerar o surgimento de novos fundos de capital de risco.

No nosso fundo original nós temos 54 milhões de euros, e uma parte considerável vem do fundo de investimento europeu. Além disso, outros oito por cento vêm do Banco de Desenvolvimento português. E nós temos muito capital estrangeiro.

Stephan Morais, da Indico Capital Partners

OCDE projeta recuperação lenta para Portugal

Portugal passa por um momento ruim economicamente em meio à pandemia, assim como pares europeus. No entanto, espera-se um impacto da crise menor do que na vizinha Espanha. 

Um levantamento da OCDE aponta que o PIB espanhol deve cair mais de 11% em 2020. Por outro lado, os portugueses teriam recuo de pouco mais de 8% no mesmo período. A expectativa, no entanto, é de uma recuperação mais lenta em Portugal a partir de 2021.

O cenário, portanto, pode colocar em dúvida a continuidade do investimento público em capital de risco. Fundos locais estão de olho em mudanças de regra recentes, colocando suas fichas nas novas áreas de interesse do bloco, como inovações em digitalização e tecnologias renováveis.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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