Gestora de fundo cripto Hashdex alerta para risco do Bitcoin em carta

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EM RESUMO
  • Hashdex divulgou carta extraordinária a investidores nesta sexta-feira (8).

  • Gestora alerta para possíveis oscilações de preço do Bitcoin.

  • Criptomoeda chegou a bater US$ 42.000.

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Hashdex relembra que investidor deve estar preparado para eventuais quedas bruscas de preço do Bitcoin e dá dicas para se proteger.



A gestora de fundos de criptoativos Hashdex divulgou uma carta a investidores alertando para os riscos envolvidos no mercado. A empresa aponta um crescimento no número de cotistas e de aportes nos fundos que comercializa em meio ao rali que já leva o Bitcoin para além dos US$ 40.000.

Segundo a gestora, seus fundos já somam 20 mil cotistas. Em carta extraordinária divulgada logo após os resultados de 2020, a Hashdex pede cautela a esses investidores, atentando principalmente para a questão da volatilidade. O texto relembra, por exemplo, o mergulho que ocorreu em março.



Hoje, felizmente, vivemos uma situação diametralmente oposta à de dez meses atrás, com um forte bull market dos criptoativos. Ainda assim, acreditamos ser fundamental reiterar os nossos princípios. Isso porque, em situações extremas, seja com o mercado em queda ou em alta, é natural agirmos por impulso e esse comportamento pode ser bastante deletério.

A Hashdex menciona que o recuo do Bitcoin em que ocorreu há poucos dias como amostra do que pode ocorrer. Apesar de se manter otimista no longo prazo, a empresa ressalta que o caminho até lá requer atenção para o gerenciamento de risco.

Em nota encaminhada ao BeInCrypto, a Hashdex explica que a cobertura da mídia sobre a adoção do Bitcoin por investidores institucionais, a entrada do Paypal e avanços regulatórios ajudam a atrair a atenção para o setor.

A alta recente do Bitcoin chama a atenção de investidores que nunca tinham tido contato com o ativo e agora querem entender mais sobre o assunto. Entendemos esse momento como uma oportunidade de educar investidores sobre essa nova classe de ativos para que façam uma alocação compatível com seu portfólio, perfil de risco e objetivos financeiros.

Hashdex recomenda menos de 10% em cripto

Na carta a investidores, a empresa ressalta a importância de alocar apenas um dígito do portfólio em criptomoedas. Dessa maneira, o investidor não teria receio de manter a posição mesmo em uma eventual queda brusca de preços.

Além do tamanho da alocação, a gestora recomenda rebalancear o portfólio com maior frequência, mas sem ceder à tentação dos trades de curto prazo.

Por mais que sejam tentadoras as oportunidade de buscar lucros rápidos nos momentos em que o mercado sobe tão aceleradamente, acertar o timing é extremamente difícil. Nossa recomendação é que os investimentos em criptoativos sejam feitos com horizontes de tempo de anos.

Fundos de criptomoedas ainda são “curiosidade” no Brasil

Os fundos de criptomoedas atingiram até 343% de rentabilidade em 2020. Caso do Voyager, da Hashdex, que entregou retornos de 343,4% no ano. Ele foi seguido do BLP Crypto Assets FIM, da BLP Asset, com rendimento de 342,99%.

Ainda assim, esse tipo de investimento ainda é visto como “curiosidade” no país. Por ora, fundos cripto ainda não conquistaram o grosso dos investidores tradicionais. Para Alexandre Vasarhelyi, da BLP, isso só irá mudar quando grandes bancos passarem a oferecer fundos cripto em seu portfólio de investimentos para clientes.

Precisamos ter fundos Crypto no Itau, CS (Credit Suisse) e Bradesco, enquanto isso não acontecer continuaremos como curiosidade.

Já para a Hashdex, a redução da volatilidade do Bitcoin deve ajudar a atrair o público mais amplo.

O ativo ainda é muito volátil, o que afasta alguns perfis de investidor. A tendência é que com o amadurecimento do ecossistema essa volatilidade diminua. O que facilita a entrada de ainda mais investidores.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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