Governo fica sem dinheiro e pede impressão ‘urgente’ para pagar auxílio

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EM RESUMO
  • Demanda gerada pelo auxílio pressiona Casa da Moeda

  • Baixa circulação também ajuda a aumentar escassez

  • Fonte diz que falta de dinheiro é causa do atraso de segunda parcela

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A falta de dinheiro físico já é um problema para o Governo Federal. Segundo a agência Reuters, o Banco Central ordenou, com urgência, a impressão de cédulas de reais pela Casa da Moeda para atender à grande demanda do benefício. Atualmente, são cerca de 60 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade que necessitam da ajuda.



A Casa da Moeda solicitou, na segunda-feira (4), que seus funcionários aumentem a produção a partir deste mês. Segundo um ofício obtido pela agência de notícias, a ordem veio do Banco Central e prevê até o pagamento de horas extras para garantir a entrega.

Fontes ouvidas pela reportagem dizem que a escassez de dinheiro físico atrasa a segunda parcela do auxílio. Outra pessoa envolvida no trabalho confirmou que o problema existe, mas que não chega a afetar o repasse do benefício.



Segundo o Banco Central, já circula em abril R$ 55,5 bilhões a mais no mercado em relação ao ano anterior. No entanto, pessoas e empresas estariam guardando para lidar com a crise, dificultando a circulação. Para conter a escassez, a Casa da Moeda precisaria incrementar a produção semanal em 40%.

Pagamento do auxílio emergencial

À Reuters, o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida confirmou que a Casa da Moeda trabalha na produção de dinheiro físico. No entanto, ele nega que se trate de uma necessidade urgente para lidar com o auxílio emergencial. Segundo ele, o atraso no pagamento se dá por conta de um “problema técnico com as fontes de pagamento dos fundos”. A demora, portanto, não teria relação com falta de cédulas.

Segundo a Caixa Econômica Federal, 50 milhões de brasileiros receberam R$ 35,5 bilhões até 30 de abril. No entanto, estima-se que 60 milhões ainda estejam de fora. O programa de auxílio vem sendo fortemente criticado pelos problemas na operacionalização. As agências estão lotadas e com filas sem controle de distanciamento em meio à pandemia. Além disso, usuários reclamam de erros no aplicativo do auxílio e no Caixa Tem, que opera a conta digital do banco.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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