Grandes nomes que mudaram de opinião sobre o Bitcoin

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Nos últimos meses o universo cripto vem sendo palco de manifestações e fatos que repercutem diretamente no comportamento dos ativos, sobretudo o Bitcoin.



 A comunidade vem sendo chacoalhada a cada vez que uma personalidade influente do mercado financeiro se manifesta positivamente sobre a moeda, alguns de maneira mais discreta, outros de forma bem direta.

Agora foi a vez de Elon Musk, CEO da Tesla, que recentemente deu uma simples declaração de apoio ao Bitcoin e foi o suficiente para fazer a moeda valorizar em 20%! Mas essa não foi a primeira e nem será a última vez que isto acontece.



Quem mais já se manifestou sobre o Bitcoin? Como isso afeta a sua performance a longo prazo? Será que é só o preço que sofre os impactos?

Os reflexos no cenário cripto

O Bitcoin possui uma história relativamente recente, porém desde sempre foi um pouco conturbada. A ideia da criação de uma moeda que descentralizasse as finanças surgiu em 2007, mas somente em 2009 foi negociado o primeiro bitcoin.

Na época, por ser uma solução totalmente disruptiva com o tudo que havíamos visto até então, o Bitcoin encontrou certa dificuldade em se posicionar de forma massiva. As pessoas, em geral, não acreditavam que a moeda fosse vingar, ao menos não a nível mundial, e que não seria útil nem para as pessoas físicas, nem para as instituições. A única certeza que tinham era na verdade as dúvidas e questionamentos a respeito desta nova tecnologia.

Com o passar do tempo, o cenário foi mudando e, aos poucos, o Bitcoin e outras criptomoedas que foram surgindo, conseguiram ter maior aceitação da comunidade. Sua proposta de descentralização das finanças foi sendo cada vez mais aceita por diversos setores da sociedade e a moeda passou também a ser mais adotada pelas pessoas e instituições do que era em 2007.

No entanto, o cenário de incertezas ainda perdurava sobre uma parcela considerável da sociedade, que temia que o Bitcoin não conseguisse se posicionar nem como moeda, nem como reserva de valor, principalmente por sua alta volatilidade.

É compreensível que esta característica marcante da moeda cause certo espanto num primeiro momento, pois é realmente impressionante sua capacidade de oscilação do preço. E foi sob este contexto que o Bitcoin viveu o que chamamos de sua “primeira onda” de valorização extrema em 2017. O resultado? O preço da moeda atingiu valores históricos na época e atraiu uma enorme quantidade de investidores, sobretudo pessoas físicas, que buscavam lucros rápidos surfando essa onda de alta que a moeda teve.

Impactos do bullrun de 2017

É importante ressaltar que existem vários fatores para que o Bitcoin apresentasse essa súbita valorização em 2017, a principal delas foi o halving que ocorreu em 2016.

De forma resumida, o halving é o processo pelo qual a moeda passa, aproximadamente de 4 em 4 anos, que diminui pela metade a recompensa paga aos mineradores em bitcoin. Ou seja, a oferta de bitcoins no mercado diminui, o que o torna mais escasso, aumentando o seu preço.

Os efeitos de um halving podem perdurar até 16 meses após o seu acontecimento.

Depois desse grande hype, a moeda ficou nos anos de 2018 e 2019 no que muitas pessoas acreditaram ser o seu fim, em um grande limbo no qual o preço ou ficava lateralizado ou caía. O que, inclusive, levou grandes personalidades do mercado financeiro a se manifestarem desacreditando a moeda. Mas, o que na verdade estava acontecendo era a preparação do terreno.

Estes anos serviram para filtrar o mercado, sobretudo os apoiadores da moeda. Os investidores do mercado de 2017, movidos apenas pela vontade de lucrar rapidamente com a valorização do ativo, saíram na mesma velocidade em que chegaram.

Quando em 2018 e 2019 o cenário se tornou outro, diferente do que o que haviam vivenciado em 2017, estes novos investidores abandonaram o mercado, permanecendo somente aqueles que tinham visão a longo prazo ou que escolheram realmente dar o voto de confiança ao Bitcoin e aguardar por valorizações mais consistentes.

Tudo isso serviu para amadurecer e fortalecer os investidores e apoiadores, e melhorar a imagem do Bitcoin perante instituições financeiras e grandes players do mercado. As pessoas começaram a perceber que o Bitcoin pode sim ser utilizado como reserva de valor e também tem potencial para ser utilizado como forma de troca por mercadorias e outras funções.

Os grandes nomes que mudaram de opinião sobre o Bitcoin

Lá em 2017, poucas pessoas apostavam no potencial do Bitcoin. Aqueles que não o fizeram em pouco tempo já mudaram de ideia. Bastaram apenas 3 anos para que grandes bilionários, donos de fundos de investimentos e os CEOs das empresas mais poderosas do mundo começassem a se manifestar sobre o Bitcoin, e ainda assumir o “erro” de não terem dado o devido valor à moeda antes.

Elon Musk

Com certeza uma das mais marcantes e recentes manifestações sobre o Bitcoin. Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da SpaceX, dono de uma fortuna avaliada em US$ 184,7 bilhões, não faz questão nenhuma de esconder sua admiração pela moeda.

No final de 2020 Musk publicou em seu twitter um meme um tanto quanto explícito que deu a entender que o bilionário sofre com o desejo de negociar a moeda.

E se Elon Musk sofre com as tentações do Bitcoin, quem somos nós para passarmos ilesos? É realmente tentador!

Já em 2021, na madrugada da sexta-feira do dia 29/01, Musk adicionou a hashtag #bitcoin em sua bio do Twitter e em questão de minutos o preço da moeda disparou, registrando uma valorização de 20%. Em meia hora o ativo aumentou US$4.000 e depois mais US$2.000 nos minutos seguintes. Aqui no Brasil a moeda chegou a ser negociada por mais de R$200.000.

E ainda na quinta-feira, dia 04/02, Musk voltou a movimentar as redes sociais ao postar diversos tweets manifestando seu apoio à nova criptomoeda Dogecoin.Evidenciando mais uma vez sua forte influência no mercado cripto e financeiro, causando um aumento de 60% no preço da Dogecoin nas últimas horas. A moeda agora vale U$ 0,047, um aumento de 540% no último mês.

E não para por aí. Na segunda-feira dia 08/02 a Tesla, montadora dos carros elétricos que Musk é CEO fez um aporte de 1,5 bilhões de dólares no Bitcoin, de acordo com o documento que foi protocolado na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador dos Estados Unidos.

A Tesla informou que a compra foi motivada para “ter mais flexibilidade para diversificar ainda mais e maximizar os retornos sobre nosso caixa”.

A companhia ainda declarou que vai começar a aceitar pagamentos em bitcoins, de acordo com as leis do país e inicialmente de forma limitada. Mais uma vez, a criptomoeda comprovando que seu uso vem sendo extendido e mais aceito na sociedade.

O ato teve uma repercussão e tanto no preço da moeda, que disparou e teve uma valorização de 15,5% no acumulado de 24 horas. Foi cotada a mais de U$ 44 mil, no Brasil chegou a incríveis R$ 243.000, registrando uma nova máxima histórica.

Ray Dalio

Nem só de Elon Musk vive o Bitcoin. Em 2017, Ray Dalio, criador do maior fundo de hedge do mundo, o Bridgewater Associates, disparou diversas opiniões negativas sobre o Bitcoin e acreditava que a moeda era uma bolha. O bilionário também afirmou à CNBC que “o bitcoin não era uma reserva de valor eficiente por causa da sua volatilidade”. E ainda em novembro de 2020 chegou a dizer no Twitter que “o bitcoin não está pronto para o sucesso”, e acreditava que os governos iriam banir o ativo digital.

Não passou nem um mês, em dezembro de 2020, Dalio disparou uma opinião totalmente diferente sobre a moeda em um bate-papo no Reddit, um fórum online onde vários debates acontecem sobre assuntos diversos:
“Acho que o Bitcoin (e outros ativos digitais) se estabeleceram como uma alternativa ao ouro, com semelhanças e diferenças ao ouro e outros ativos de oferta limitada”.

Ainda na mesma conversa, Dalio voltou a ressaltar a importância de diversificar a carteira de investimentos apostando em ativos de “oferta limitada, que tenham mobilidade e que sejam uma reserva de valor”. Todas são características do Bitcoin.

Fraser-Jenkins

Este é um caso muito importante para nos lembrar que nem tudo é sobre preço!

Fraser Jenkins, chefe de estratégia de investimentos da Bernstein Research, também entrou para a lista dos grandes players que mudaram de opinião sobre Bitcoin. Em 2018 Fraser-Jenkins acreditava e instruía seus clientes a não cederem espaços ao Bitcoin em seus portfólios de investimento.

Em dezembro de 2020 o estrategista já tinha uma posição diferente: “eu mudei de ideia sobre o bitcoin na alocação de ativos”, afirmou. Mas, fez questão de frisar que não foi (só) a brusca elevação no preço que o fez mudar de ideia.

Fraser entendeu que a pandemia do novo coronavírus mudou, e vai continuar mudando, a forma como a sociedade se relaciona com o dinheiro. As mudanças político-econômicas que os governos se viram obrigados a instalar em seus países impactaram diretamente na inflação das moedas fiduciárias, nos níveis de dívidas da população e no que eles consideram como um investimento seguro, nesse momento. Tudo isso fez com que o Bitcoin saltasse aos seus olhos.

“A pandemia resultou em expansão fiscal, aumentou a probabilidade da volta da inflação e aumento de impostos, e esses fatores vão aumentar a demanda por bitcoin”.

Além disso, o especialista reconheceu que a volatilidade da moeda tem diminuído nos últimos anos, tornando-a uma boa opção de reserva de valor. Fraser-Jenkins passou a recomendar aos seus clientes investidores a aposta na moeda como uma diversificação do portfólio de investimentos e também como reserva de valor, indicando especialmente operações de longo prazo.

Stanley Druckenmiller

As declarações de Druckenmiller sobre o Bitcoin são umas das que mais chamam atenção e evidenciam uma mudança radical no pensamento. Stanley Druckenmiller é um experiente gestor de fundos hedge bilionários que trabalha com isso há mais de 30 anos. Em junho de 2019 o gestor deu uma declaração forte e negativa sobre o Bitcoin:

“Eu não preciso ‘brincar’ com Bitcoin. Eu não entraria comprado, não entraria vendendo. Eu não entendo porque isso seria uma reserva de valor só porque você não pode criá-lo. E, bem, existem milhares de coisas que não podem ser criadas e não chegarão a 1 milhão”.

Já em novembro de 2020, pouco mais de um ano depois, Stanley concedeu uma entrevista ao canal norte-americano CNBC com uma opinião totalmente diferente. Stanley afirmou:

“Eu possuo muito mais ouro do que Bitcoin, mas francamente se a aposta no ouro funcionar, a aposta no Bitcoin provavelmente funcionará melhor”.

Stanley justificou: “é mais ilíquido e tem muito mais beta”, se referindo à capacidade volátil da moeda. “Pode ser uma classe de ativos que tem muita atração como reserva de valor tanto para a Geração Y quanto para o novo dinheiro da Costa Oeste[…]”

Uma mudança da água pro vinho, não é?

Marcelo Lopez

E temos também um brasileiro na fila dos que falaram mal do Bitcoin e se arrependeram. O gerente de fundos de hedge Marcelo Lopez, em 2017, comparou o Bitcoin à Bolha das Tulipas.

A Bolha das Tulipas foi um evento econômico-financeiro histórico que marcou as bolsas de valores ao redor do mundo inteiro. No século XVII as tulipas (flores) viraram grande alvo de especulação por serem associadas a algo raro e serem consideradas um símbolo de riqueza.

Inicialmente a bolha especulativa das tulipas começou na Holanda, mas como a procura pela flor tornou-se muito rápida, em pouco tempo seu preço aumentou significativamente. As flores tornaram-se tão valiosas que chegaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Amsterdã. É claro que, depois de um tempo a bolha das tulipas teve seu crash, baixando os preços em disparada e pondo fim à mania das tulipas.

Ao comparar o Bitcoin com a bolha das tulipas, o investidor Marcelo Lopez quis dizer que acreditaria que o Bitcoin não perduraria, e que as pessoas que investem no ativo estariam cometendo um grande erro. Porém, em novembro de 2020 o especialista se retratou e fez questão de ressaltar que sua opinião sobre a moeda já não é mais a mesma:

“Pois bem, o Bitcoin chegou com uma ideia revolucionária e maravilhosa. Ele acabou com a necessidade do lastro e eliminou a terceira parte (bancos), cortando custos e acelerando o processo de transferência de recursos”, disse.

E a lista continua

Seria possível escrever uma tese de mestrado sobre grandes personalidades que mudaram de ideia sobre o Bitcoin. E mais que isso, dos motivos que as fizeram assumir publicamente que se precipitaram.

Bill Miller, lendário gestor de investimentos da Wall Street, fundador da Miller Value Investments, declarou que recomenda fortemente a compra de bitcoins dizendo que “era ‘o ativo de melhor performance’ em análises de tempo relativas ao último ano, aos últimos 5 anos e aos últimos 10 anos”.
Além das inúmeras empresas e instituições financeiras que estão dando um jeito de inserir a tecnologia das criptomoedas, sobretudo o Bitcoin, em suas soluções.

Jamie Dimon, presidente do JPMorgan, maior banco de varejo dos EUA, fez uma conferência anos atrás em Nova York, na qual foi bem claro ao declarar que o Bitcoin era uma fraude.

“A moeda não vai funcionar. Você não pode ter um negócio em que as pessoas podem inventar uma moeda do nada e imaginar que quem compra isso é realmente esperto”.

Ironicamente, em maio deste ano, o banco anunciou que começará a processar transações em cripto e fornecerá serviços bancários para 2 grandes corretoras cripto americanas, a Gemini e a Coinbase. E ainda estão pensando em criar sua própria criptomoeda ligada ao dólar americano, a JPM Coin.

O mesmo aconteceu com outro banco, o Goldman Sachs, que em maio de 2020 preparou uma apresentação aos seus clientes na qual basicamente afirmava que “Bitcoin não é uma classe de ativos”. Já no final de novembro a instituição surpreendeu todo mundo quando o ex-gestor de investimentos da entidade, Raoul Pal, fez um tweet um tanto quanto bombástico, como ele mesmo definiu:

“Ok, última bomba: tenho uma ordem de venda aberta para amanhã, para vender todo o meu ouro e depois comprar BTC e ETH (80/20). Eu não tenho nada além disso (exceto por alguns títulos e algum dinheiro). 98% do meu patrimônio líquido. Veja, você não pode categorizar, exceto por ‘irresponsavelmente otimista’. Boa noite a todos”.

Tudo isso só nos mostra o quanto o Bitcoin vem conseguindo se firmar no mercado como um ativo anti-frágil e resiliente. Os mais visionários já enxergaram isso e estão apostando fortemente na valorização da criptomoeda com o tempo e na maior adesão dela por parte da comunidade.

Se você acha que isso é uma realidade ainda longe de você, por estarmos falando de grandes bancos e fundos de investimentos, saiba que a revolução das DeFi pode estar mais perto do que você imagina.

O que o futuro próximo prepara para as criptomoedas

Já existem vários planos governamentais para trabalhar a regulamentação da livre circulação de criptomoedas em diversas nações, como Canadá, China, Suíça, Ucrânia, Reino Unido e Noruega, inclusive a comercialização das moedas por bancos tradicionais.

Aqui no Brasil, o Bitcoin e algumas outras criptos já são permitidas para serem utilizadas como forma de pagamento. O próprio PayPal anunciou que permitirá que o usuário realize operações de compra e venda a partir das moedas digitais mais populares do mercado, como Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash e Litecoin, todas comercializadas na Coinext. E a empresa já alertou que os lucros vieram depois dessa atualização em parceria com o Bitcoin.

E ainda, a gigante dos cartões de crédito Visa declarou que está trabalhando em um projeto para integrar os serviços de pagamento da empresa com o Bitcoin. O CEO Alfred Kelly, que também se posicionou contra a moeda em 2018, chamou o ativo de “ouro digital” e nos dá expectativas muito boas do que está por vir.

Tudo isso leva a crer fortemente que no mercado financeiro, investidores pessoa física, grandes instituições, e até mesmo os governos, estão muito mais preparados para lidar com essa nova alta do Bitcoin. E com isso, a moeda ganha força em todos os sentidos, demonstrando ter ainda um enorme potencial para ser alcançado nos próximos anos.

Para fazer parte dessa história, você precisa comprar seus Bitcoins em uma exchange, como a Coinext, por exemplo. Apesar do preço do Bitcoin estar acima de R$ 250 mil no momento da publicação, você consegue investir à partir de R$25,00.

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É um dos fundadores e CEO da Coinext. Economista formado pela Università di Roma (Itália) e investidor em criptomoedas desde 2014. Possui mais de 15 anos de experiência em cargos de liderança. Foi CFO da Hexagon Mining e CFO da Vodafone Brasil. Trabalhou também em multinacionais como Airbus Industries (França) e PricewaterhouseCoopers (Itália e Brasil).

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