Hackers chineses atacam plataformas de jogos online e pedem US$ 100 milhões

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EM RESUMO
  • Hackers atacaram as principais plataformas de jogos do mundo.

  • Segundo especialistas israelenses, o grupo teria ligação com o governo chinês.

  • Hackers teriam pedido US$ 100 milhões de resgate.

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Hackers supostamente ligados a um grupo chinês teriam atacado as principais plataformas de jogos online do mundo.



A ofensiva dos hackers teria mirado na criptografia de arquivos com ransomware. Além disso, os atacantes teriam pedido resgate de US$ 100 milhões, pouco mais de meio bilhão de reais. Duas empresas de segurança cibernética israelenses divulgaram a descoberta em estudo publicado segunda-feira (4).

Segundo as firmas Profero e Security Joes, hackers chineses agem com técnicas fáceis de identificar, se diferenciando dos russos. Os especialistas defendem que o grupo, inclusive, teria ligação com o governo chinês.



Originalmente, os hackers seriam especializados em ciberespionagem e roubo de informações de interesse governamental. O ataque de ransomware ao setor de games, dessa maneira, demonstraria uma tentativa de diversificar “fontes de renda”.

As empresas dizem ter impedido a ofensiva. Já os nomes das plataformas de jogos não foram divulgados.

É razoável supor que o governo chinês ou mesmo apenas seus hackers estejam procurando fontes alternativas de receita.

Omri Segev Moyal, da empresa de segurança israelense Profero

O ataque, dessa forma, pode não estar ligado ao governo chinês. Segundo um especialista em segurança, não é possível afirmar que os hackers tenham, de fato, ligação direta com o Partido Comunista Chinês. Ele explicou ao jornal israelense Haaratez:

Nem eu nem ninguém pode dizer se este é um soldado chinês ou oficial de uma de suas divisões cibernéticas fazendo isso como parte de seu “trabalho do dia a dia”, ou algum hacker fazendo trabalho clandestino após o expediente como atividade “extracurricular”.

Ação de hackers pode esconder roubo de dados de gamers e lavagem de dinheiro

Ainda segundo o especialista, ataques de ransomware ligados a governos podem também esconder a real intenção da invasão. A criptografia de arquivos de empresas famosas, dessa maneira, serviria como cortina de fumaça para o roubo de alguma informação sigilosa sem causar alarde.

É possível, por exemplo, que o objetivo dos hackers tenha sido coletar informações sobre os usuários, já que as empresas de jogos guardam dados pessoais importantes, de endereços de e-mail a cartões de crédito. Por outro lado, caso o governo da China realmente esteja envolvido, é possível também que a intenção tenha sido apenas lavar dinheiro online.

Há uma certa radicalização no nível de ameaças que o setor privado tem enfrentado nos últimos meses. É seguro presumir que essa tendência preocupante só continuará.

Ido Naor, da empresa de segurança israelense Security Joes

Segundo as empresas de segurança israelenses, não há sinais de que as companhias de games atacadas tenham topado pagar o resgate de US$ 100 milhões pedido pelos hackers. Por outro lado, não está claro se dados de usuários ficaram expostos durante o incidente.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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