Hackers da Coreia do Norte criam ‘supervírus’ MATA que invade qualquer PC por Bitcoin

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Um grupo de hackers com ligações conhecidas com o governo da Coreia do Norte lançou um novo tipo de malware que pode sequestrar qualquer computador e pedir Bitcoin em troca.



Os criminosos do Lazarus Group foram flagrados recentemente aumentando as ações durante a pandemia. Dessa vez, entretanto, se destacam por trazer uma nova ameaça à mesa.

Eles começaram a usar o MATA, um malware muito sofisticado que pode atingir qualquer computador. Uma rede desses códigos maliciosos, chamada de MataNet, visa, ao mesmo tempo, os sistemas Windows, Linux e Mac.



Ao invadir a máquina da vítima, o supervírus pode roubar dados pessoais ou infectar o sistema com ransomware. O mais usado nesse caso é o ransomware VHD.

Ao atacar um computador, ele criptografa os arquivos, deixa todos com a extensão .VHD. Em seguida, os hackers dão três dias para a vítima entrar em contato e organizar o pagamento do resgate em Bitcoin.

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Hackers da Coreia do Norte já fraudaram o Swift dos bancos

Apesar de ser capaz de atingir virtualmente qualquer computador do mundo, o vírus MATA é voltado principalmente para empresas.

Segundo um levantamento da Kaspersky, companhias na Polônia, Alemanha, Turquia, Coreia do Sul, Japão e Índia são as mais afetadas.

Supostamente patrocinado pelo governo norte-coreano, o Lazarus Group teria supostamente se envolvido em diversos ataques famosos. Um deles foi a invasão aos servidores da Sony Pictures, em 2014.

Eles também já hackearam o sistema bancário SWIFT em 2016, o mesmo que a Ripple planeja substituir. Além disso, estiveram envolvidos na disseminação do ataque WannaCry, que fez milhares de vítimas corporativas em 2017.

 

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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