Hackers da Coreia do Norte que já atacaram Brasil iniciam avalanche de roubos que pode ‘corroer confiança’ nos bancos, diz FBI

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EM RESUMO
  • Grupo de hackers BeagleBoyz, da Coreia do Norte, inicia nova campanha massiva de ataques

  • Criminosos já atuaram no Brasil e visam também exchanges de criptomoedas

  • FBI diz que há risco de ataque “corroer confiança” no sistema bancário

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Um grupo de hackers ligado ao governo da Coreia do Norte iniciou uma nova onda de ataques em todo o mundo. O coletivo BeagleBoyz estaria visando bancos do mundo inteiro em série de roubos a caixas eletrônicos e transferências fraudulentas. Criminosos têm histórico de atuação no Brasil e também já invadiram exchanges de criptomoedas.



O alerta foi disparado na última quarta-feira (26) pelo FBI, Departamento do Tesouro e pela Agência de Segurança Cibernética dos Estados Unidos. Segundo os órgãos, o BeagleBoyz é uma divisão do HIDDEN COBRA e tem membros que também fazem parte do grupo hacker Lazarus.

Ainda de acordo com as autoridades, os criminosos estariam buscando financiar o programa de armas nucleares norte-coreano. A ideia seria voltar a atacar caixas eletrônicos em todo o planeta de maneira coordenada.



Os hackers estariam usando um ataque chamado de FASTCash 2.0. Ele consiste em um sistema de acesso remoto que dispensa técnicas presenciais de invasão, como o skimming, que envolve alterar fisicamente as máquinas de dinheiro. Dessa maneira, a campanha teria um alcance ainda maior.

A estratégia também envolve a manipulação do SWIFT, o protocolo de transferências internacionais utilizado pela maioria dos bancos no mundo. Pela internet, os hackers ordenam transferências para contas controladas por eles. Dessa forma, os criminosos precisam apenas ir ao caixa e efetuar o saque proveniente da transferência fraudulenta.

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Ataque que pode “corroer a confiança” nos bancos

Na nota de alerta, os EUA consideram que a nova onda de ataques pode sair de controle. Dessa maneira, ela poderia ameaçar o sistema financeiro como um todo.

O esquema internacional generalizado de roubo a banco da Coréia do Norte que explora sistemas bancários críticos pode corroer a confiança nesses sistemas e apresentar riscos para instituições financeiras em todo o mundo.

Segundo as autoridades dos EUA, o BeagleBoyz tem histórico de atuação em quase 40 países incluindo o Brasil. Desde 2015, o grupo já teria conseguido se apoderar de uma quantia estimada em US$ 2 bilhões. O valor é equivalente, na cotação desta quinta-feira (27), a R$ 11,2 bilhões.

Hackers da Coreia do Norte também já roubaram exchanges de criptomoedas

Além de desviar dinheiro de bancos em todo mundo, os hackers da Coreia do Norte também já desviaram criptomoedas. Segundo a Agência de inteligência americana, o grupo já teria roubado “centenas de milhões de dólares por incidente” em criptomoedas.

Ainda de acordo com o alerta, o BeagleBoyz leva em conta o mundo das criptomoedas pelo caráter irreversível da transação. Isso porque, a menos que seja uma fraude, toda criptomoeda não permite mecanismos de recuperação.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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