Homem Perde R$ 110 Mil na Unick e Tenta Acionar Justiça de Graça

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Um investidor tenta receber da Unick através da justiça mais de R$ 110 mil, segundo o valor total da ação. Além de cobrar o que foi investido na plataforma, o proponente da ação tentou a gratuidade da justiça. Porém, o pedido foi prontamente negado através da decisão judicial contra a Unick.



O processo trata de práticas abusivas onde o usuário alega ter investido na Unick. Além disso, a ação judicial é voltada para a “devolução do dinheiro” do cliente, após uma “rescisão do contrato” ser solicitada. Além da Unick Sociedade de Investimentos, a S.A. Capital também é citada no processo.

Usuário tenta receber R$ 110 mil da Unick Investimentos

Segundo a ação que foi distribuída no Foro de Guarujá – SP na última segunda-feira (28), o usuário espera receber mais de R$ 110 mil da empresa. O valor total da ação judicial evidencia que o proponente da ação confiou uma quantia elevada na plataforma que oferecia lucros de até 2% ao dia.



Antes mesmo do processo seguir os trâmites legais, o usuário tentou não arcar com as custas da ação judicial ao declarar pobreza à justiça.

O pedido foi negado pelo juiz que decide sobre o caso, pois o investidor supostamente receberá um valor alto que contradiz a declaração de pobreza apresentada. A título de comparação, o montante total do processo judicial equivale a mais de cem vezes o valor do salário mínimo vigente no Brasil, por exemplo.

Com a decisão, o investidor poderá contestar a justiça e tentar novamente a gratuidade. Por outro lado, pode ser que o usuário abandone o pedido de justiça gratuita ao pagar pelas custas do processo para que ele seja movimentado.

Investidores da Unick não conseguem justiça gratuita

A maioria dos usuários da Unick que tentam justiça gratuita não conseguem. Os processos tratam de investimentos que por si só contestam declarações de pobreza. Desse modo, grande parte dos pedidos de justiça gratuita envolvendo a plataforma são indeferidos. Processos contra a companhia se intensificaram depois que alguns líderes foram presos na Operação Lamanai.

A Unick Investimentos teve mais de 700 mil clientes pelo Brasil, alcançando ainda mercados como o de Portugal e outros países. A plataforma apresentava, até então, que o exorbitante lucro de 60% ao mês era resultado de operações com criptomoedas como o Bitcoin.

Em uma recente decisão judicial, o juiz Ricardo Fernandes Pimenta Justo citou a prática recorrente de gratuidade em processos judiciais. Para o magistrado, apenas a declaração de pobreza não é o suficiente nesses casos.

“Em um contexto onde 90% dos autores pede justiça gratuita, a interpretação de que é suficiente a mera declaração de pobreza está defasada”.

Conhece alguém que está tentando justiça gratuita para casos da Unick Investimentos? Comente sobre essa notícia e não se esqueça de compartilhar no Twitter!

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Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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