IBOV perde 99 mil pontos e tem pior semana desde maio enquanto dólar volta a subir

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EM RESUMO
  • IBOV fecha abaixo dos 99.000 pontos após segunda semana seguida de perdas

  • Resultado é o pior em quatro meses e tem ligação com fatores externos e a inflação

  • Recuperação econômica fraca voltou a afetar dólar, que subiu novamente

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Tanto IBOV quanto a cotação do dólar e reais tiveram resultados negativos na última semana.



A bolsa brasileira teve uma semana de desempenho ruim e fechou em queda acumulada de 2,84%. Trata-se do pior resultado desde 15 de maio, quando o índice recuou 3,37%. O IBOV fechou o pregão de sexta-feira (11) com perda de 0,48% para 98.363,22 pontos.

Já o dólar, após cair do nível de R$ 5,40, voltou a subir 0,25% no último dia de negociações. A moeda americana encerrou a semana a R$ 5,33.



O resultado do IBOV tem ligação com o efeito cascata das bolsas americanas, que vêm de forte queda na semana anterior, especialmente entre empresas de tecnologia. Além disso, os estoques de petróleo nos EUA provocou liquidação de posições do ativo no Brasil, puxando o índice para baixo apesar da alta nos papeis da Vale.

IBOV teve segunda semana seguida de queda

No entanto, o recuo no índice acionário brasileiro também tem ligação com o mercado doméstico. A alta de preços alimentícios está no radar dos operadores, que vigiam o perigo de volta da inflação. Dadas as incertezas, o último dia da semana seguiu a baixa também por conta do fim de semana, já que paira o receio de possíveis más notícias na economia.

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IBOV reflete inflação, que é resultado do dólar

À Reuters, o analista de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, contou que o mercado olha com atenção os efeitos da inflação e as possíveis reações do governo.

O governo tem mostrado preocupação com o patamar do dólar e seu impacto nos preços, e isso faz o mercado parar e ver se ele vai interferir. Inflação alta neste país causa preocupação, porque já sofremos demais com isso. Apesar de estarmos em outro contexto econômico, o brasileiro ainda tem medo da palavra.

O comportamento do dólar, portanto, é chave para entender o momento. Dessa vez, a nova alta da moeda americana se dá pela recuperação econômica abaixo do esperado. O volume de serviços nacionais em julho subiu, mas o número foi abaixo da expectativa do mercado.

Além disso, há especulações sobre uma possível mudança de direção na taxa de juros definida pelo Banco Central.

Um levantamento da Reuters aponta que o Copom deverá manter a Selic em 2% na próxima reunião. No entanto, já se vislumbra um aumento gradual da taxa-base a partir de 2021.

De acordo com o agregado da pesquisa Focus do Bacen, o mercado vê os juros de referência em 2,88% ano que vem. O consenso entre analistas é que a subida dará fôlego ao Real e poderá ajudar a aliviar uma possível crise de preços.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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