IBOV vive uma bolha? Índice está descolado da realidade brasileira

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EM RESUMO
  • IBOV continua valorizando, apesar da situação econômica precária do Brasil

  • Índice é influenciado pelo FED e outros grandes Bancos Centrais

  • Porém, o crescimento do IBOV, da maneira como ocorre atualmente, é saudável?

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O IBOV vive uma bolha? Índice está completamente desconectado da realidade econômico-social brasileira. Num movimento semelhante ao que acontece nos EUA, a Bolsa de Valores não acompanha a situação atual do país. Injeção de dinheiro do FED é um dos principais motivos para o problema.

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O IBOV é o índice que representa o desempenho da B3 Bovespa. Dessa forma, ele é composto pelas principais ações disponíveis na Bolsa de Valores Brasileira.

No entanto, um fenômeno tem intrigado os investidores há algum tempo: a valorização crescente do índice, em meio a um ambiente econômico prejudicado. Com o COVID-19 e a precariedade do sistema de saúde brasileiro, o que justifica o otimismo do mercado?

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O IBOV vive uma bolha?

IBOV no período de 6 meses

O gráfico acima demonstra o desempenho do IBOV nos últimos seis meses. Dessa maneira, é possível entender como o índice se comportou, durante o ano de 2020.

Assim, no ínicio do ano, o IBOV vinha forte, na casa dos 120.000 pontos. Historicamente, esse é um valor extremamente alto para o IBOV, que aconteceu devido ao otimismo do mercado com a reforma da Previdência, além da possibilidade da reforma tributária e administrativa.

Contudo, o índice começou a cair, após o Brasil e o mundo despertarem sobre a pandemia do novo coronavírus. A queda culminou no crash de março, quando o IBOV atingiu a mínima de 63.569,62 pontos.

Após um mês difícil em março, o IBOV começou a se recuperar. Em alguns momentos, o índice superou os 100.000 pontos.

Atualmente, o IBOV está cotado em 94.972 pontos. Porém, a situação atual do país justifica essa recuperação? É difícil dizer que sim.

No Brasil, o número de infectados continua a crescer, na casa das dezenas de milhares de pessoas por dia. Além disso, não há sinais de que a curva esteja próxima ao pico de contaminação.

Por esses motivos, é necessário entender o que motiva o IBOV a continuar crescendo.

IBOV cresce por motivos alheios à economia brasileira

Há diversos fatores que puxam o IBOV para cima. Infelizmente, nenhum deles está ligado, efetivamente, ao desempenho das empresas listadas na B3 Bovespa:

Injeção de Liquidez do FED

O FED, Banco Central Americano, está injetando trilhões de Dólares no mercado americano. Isso está causando uma farra no mercado de ações dos EUA. Por lá, a NASDAQ está batendo recordes, apesar da crise sanitária enfrentada pelo país. Nos Estados Unidos, até mesmo as empresas falidas estão vendo as suas ações subirem, por mera pressão especulativa.

Otimismo com a reabertura econômica

Os investidores brasileiros reagem positivamente às notícias de reabertura da economia. Contudo, nada indica que essa reabertura será definitiva. Em Brasília, o governador acaba de decretar “estado de calamidade pública”, devido à pandemia. Nos EUA, após a reabertura, o número de infectados disparou; a curva, que estava em queda, voltou a subir.

Especulação com ações incertas

No Brasil, algumas empresas em situação econômica duvidosa observam “booms” de valorização. Esse é o caso da Oi, por exemplo. A empresa de telefonia passa por sérias dificuldades, mas é uma das empresas com o maior volume de negociação da B3. Além disso, a Cielo também viu as suas ações dispararem, após o anúncio do Whataspp Pay. Porém, após o boicote do BC, elas voltaram a cair.

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Nicolas se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná e é pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais. Atualmente, cursa Jornalismo na FAPCOM. Escreve sobre economia, política e história há alguns anos. Em 2017, após entrar em contato com a tecnologia blockchain, se entusiasmou com o seu potencial e passou a estudar as aplicações da tecnologia aos diversos setores da economia. Seu foco está em discutir as melhores maneiras de alavancar o desenvolvimento nacional através do uso do blockchain e das criptomoedas.

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