Ibovespa rumo a recorde? Bolsa renderá mais que Selic pela primeira vez na história

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EM RESUMO
  • XP Investimentos projeta dividendos mais altos que Selic em 2021

  • Expectativa de outra queda nos juros tende a atrair mais investidores para a bolsa

  • Rendimento médio ano que vem seria maior mesmo se Copom voltar a subir taxa

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O Ibovespa pode estar rumo a ganhos nunca vistos. Com o novo corte na Selic, a bolsa brasileira se prepara para começar a pagar mais do que títulos atrelados à taxa básica de juros, segundo a XP Investimentos.



A corretora aponta que quem optar por renda variável irá, pela primeira vez, ter rendimentos garantidos maiores que a Selic em 2021. A expectativa da corretora é que os dividendos pagos no próximo ano alcancem, em média, 4% de retorno. Já a Selic é esperada para voltar a 3% ano que vem.

O último corte para históricos 2,25% deve servir de novo impulso para investidores. Como há menor atratividade da renda fixa, mais pessoas tendem a optar pelo maior risco da bolsa.



Na esteira do anúncio do Copom, o IBOV saltou 2,16% na última quarta-feira (17) para 95.547 pontos. O patamar já supera a projeção que bancos tinham para o final do ano. Além disso, o mercado já estaria começando a precificar uma eventual nova queda da Selic na próxima reunião do Comitê.

Segundo apurado pelo Infomoney, o mercado vê sinais de que o Banco Central poderá decidir por um nove corte mais para frente. Apesar de ter um espaço pequeno, uma Selic a 2% é vista como plenamente possível.

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Projeção do Ibovespa em 2020

Os principais bancos e corretoras vêm ajustando para cima as projeções do Ibovespa para este ano. O JP Morgan, por exemplo, já vê o IBOV em 104 mil pontos. Já a Western Asset projeta 110 mil ainda em 2020. A XP vai além e enxerga espaço para 112 mil pontos nos próximos meses.

Nesse ritmo, o Ibovespa caminharia para voltar às máximas já em 2021. Com a Selic voltando a subir, mas mantida em patamar baixo, o cenário de 120 mil pontos não parece impossível.

Para Luiz Alves, fundador da Alaska, a bolsa brasileira deverá passar do topo em que já esteve até o meio do ano que vem.

O impulso, por enquanto, tem origem no investidor local. Apesar de uma volta tímida, o estrangeiro tem retirado dinheiro do país em busca de retornos maiores ou por mais segurança. Com isso, o dólar pode aumentar.

Ontem, a moeda americana fechou a R$ 5,23, patamar bem acima do que é considerado o novo normal por alguns economistas. Alguns analistas não veem uma taxa tão baixa com bons olhos. No entanto, o Ibovespa deverá ser diretamente beneficiado.

Ações para ficar de olho, segundo a XP

A XP destaca o setor energético como aposta segura para obter dividendos mais vantajosos. A avaliação é de que empresas do ramo têm caixa para passar pela crise e oferecem boa margem e previsibilidade de ganhos. Elas teriam a capacidade de pagar bem acima da média de 4%.

O rendimento em dividendos (dividend yields) da AES Tietê (TIET11), por exemplo, são estimados em 10,8% no biênio 2020-2022. Já Engie (EGIE3) poderá render 8% em 2021. A carteira da corretora recomenda também a Cesp (CESP6), além de bancos e empresas de saneamento e construção.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Sou editor-chefe do BeInCrypto Brazil desde abril de 2021.

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