Indígena cria criptomoeda OYX para salvar tribos: “Fomos abandonados pelo governo”

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EM RESUMO
  • Empreendedor cria OYX, token utlitário para angariar doações

  • Valores serão destinados à subsistência básica de indígenas na região Norte

  • Povos indígenas são ameaçados por garimpeiros apoiados pelo Governo, diz criador

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Indígenas da região Norte apostam em uma nova criptomoeda para salvar seu meio de vida. Criado pelo empreendedor Elias Oyxabaten Surui, o projeto será lançado oficialmente nesta quarta-feira (11) no evento Blockchain Connect.



A criptomoeda é a OYX, que traz características de token utilitário para tentar angariar doações para ajudar os povos Surui Paiter e Cintas-Largas. Baseados em Rondônia e Mato Grosso, os grupos são rivais históricos, mas se uniram no projeto cripto em comum.

A ideia é emitir 100 milhões de criptomoedas OYX com preço de R$ 10. Os valores arrecadados serão destinados a uma renda mínima suficiente para necessidades básicas, como, por exemplo, compra de comida. Dessa maneira, as doações por meio da venda dos tokens poderão ser auditadas via blockchain.



Indígenas foram abandonados pelo governo, diz criador de criptomoeda

Segundo o criador, a criptomoeda surge em meio às dificuldades impostas pela pandemia. Além disso, ele explica que o projeto teria a ver com a situação de abandono das comunidades indígenas por parte do Governo Federal.

“Sem auxílio do governo e lutando contra o garimpo ilegal, pandemia da covid-19 e grileiros da região, os Suruí Paiter e os Cintas-Largas formam um grupo de cerca de 4 mil pessoas que lutam para ter renda fixa e condições mínimas de vida.”

Funcionário de um Distrito Sanitário da Saúde Indígena em Rondônia, Elias diz ter aprendido sobre criptomoedas e blockchain com amigos. Agora, ele aposta na tecnologia para ajudar os povos nativos a se reerguerem. É o que diz um manifesto no site oficial do projeto.

“Fomos abandonados à própria sorte pelo Governo Federal durante a pandemia do coronavírus. A blockchain é a nossa arma, hoje, e a OYX é o meio de fazer e vencer essa guerra sem derramamento de sangue. Os povos Cinta-Larga e Suruí não aceitarão ser subjugados pelas políticas deste governo.

Inicialmente, a criptomoeda OYX será usada apenas para intermediar doações. No entanto, a ideia é expandir para aplicações econômicas, como meio de pagamento. Mais detalhes sobre o token serão anunciados ao vivo durante o evento Blockchain Connect, a partir das 18h.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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