Investidor Perde Dinheiro ao Cair em Golpe com Criptomoedas, Mas Justiça Pode “Mudar o Jogo”

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EM RESUMO
  • Contas de empresa estão zeradas e única solução é pedir bloqueio de outros bens.

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O mercado de criptomoedas é completamente novo e qualquer investimento exige cuidado. Se não bastasse a probabilidade de um ataque hacker, por exemplo, existem também as empresas que aplicam golpes em clientes. O que não faltam são relatos de fraudes no Brasil, casos de pessoas que perderam dinheiro ao acreditar na promessa de “lucro fácil”.



São investimentos de uma vida ou até mesmo aquele dinheiro que faz falta em um momento de “aperto” completamente inesperado. Ninguém gostaria de perder naquilo que deveria render lucro, não é mesmo?

Na maioria dos casos considerados golpes, o que atrai os clientes são os números oferecidos pelo esquema. A rentabilidade anormal é reforçada com o nome de criptomoedas como o Bitcoin, por exemplo. Ou seja, dinheiro rápido para quem investir naquilo.



O caso de um cliente de Santos – SP mostra como plataformas como a BWA Investimentos atuam no mercado de criptomoedas. O cliente dessa empresa não consegue acessar seu saldo, que parece estar bloqueado.

Sem acesso a empresa de investimentos em criptomoedas

Esquemas considerados fraudulentos no mercado geralmente atrasam pagamentos ou impedem o acesso de clientes à plataforma. Imagine o dissabor para um usuário, que acreditava estar investindo em criptomoedas, não conseguir recuperar seu dinheiro de volta.

Esse é o caso do homem que processa a empresa que supostamente fazia investimentos em criptomoedas. O cliente paulistano narra em ação judicial que está “impedido de acessar sua conta”. Ou seja, não é possível fazer movimentações tais como resgatar o dinheiro aplicado naquele negócio.

“Sustenta o agravante, em síntese, ter firmado contrato de intermediação com a ré. Entretanto, encontra-se impedido de acessar sua conta e movimentar o investimento realizado.”

Plataforma Está Suspensa

As operações da BWA Investimentos estão sendo contestadas em alguns processos judiciais. Em outro caso, um homem desempregado pede que mais de R$ 650 mil sejam devolvidos pela esquema. Ele está sem dinheiro até para pagar as custas processuais envolvendo essa plataforma.

Por outro lado, no caso do investidor de Santos – SP, ele explica que a empresa suspendeu as atividades até então. Desse modo, até que ela volte, não existe nenhum tipo de acesso dos clientes às criptomoedas.

“O agravante celebrou contrato com a BWA BR Serviços Digitais LTDA, realizando investimento financeiro em criptoativos, cujos recursos aportados não podem ser retirados em virtude da suspensão da plataforma digital até 01/03/2020”

No total, o cliente da BWA pede R$ 32.767,88, na ação judicial que envolve o negócio apontado como um possível golpe com criptomoedas. Em uma liminar publicada nesta quinta-feira (13), a justiça acatou um pedido sobre arresto de bens deste caso.

Bloqueio de veículos e sem dinheiro

O ano de 2020 está apenas começando, mas já histórias de pessoas que procuram receber de volta investimentos que fizeram em negócios de criptomoedas já se acumulam em forma de processos judiciais.

No caso da BWA, o cliente de Santos – SP pede o bloqueio de bens em nome do esquema. O pedido até foi deferido pela justiça, que determinou o arresto de dinheiro em contas em nome do CNPJ da referida empresa. Contudo,outras liminares trazem “más notícias” para tal decisão.

Em buscas anteriores via BaCenJud, a justiça não encontrou absolutamente nada em contas em nome da plataforma processada. Dessa forma, não existe dinheiro para ser bloqueado também para este caso.

Em contrapartida, o investidor poderá encontrar veículos para o arresto judicial. Carros que pertençam a BWA servirão para pagar pela possível dívida, após o julgamento. Essa seria uma forma dele conseguir “mudar o jogo” em relação aquilo investido. Sem dinheiro e na esperança de encontrar algum automóvel para bloqueio, o usuário possui poucas chances de reaver sua aplicação em criptomoedas.

Isso sem mencionar que o líder da empresa está vivendo fora do Brasil, o que dificulta intimá-lo. No dia 29 de janeiro de 2020 a justiça tentou encontrar Paulo Roberto Ramos Bilibio.

No entanto, o empresário, que também aparece como réu no processo sobre criptomoedas, não está vivendo no endereço que a justiça empenhou contato. Em defesa, a BWA pode contestar a decisão liminar em até cinco dias a partir da publicação da petição.

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Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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