Justiça dá desfecho a caso de time de futebol que ofereceu criptomoedas como pagamento a jogador

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EM RESUMO
  • Jogador pede R$ 350 mil de clube brasileiro

  • Time ofereceu criptomoedas como pagamento, mas oferta foi recusada

  • Justiça parece ter posto fim ao imbróglio

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Um time de futebol ofereceu saldo em criptomoedas como pagamento de uma dívida trabalhista com um jogador. A Justiça do Trabalho, no entanto, entendeu que os ativos não têm valor e recusou a oferta. O processo já se arrasta desde 2017 e teve nova decisão recentemente.



O zagueiro uruguaio Walter Ibañez pede R$ 350 mil em indenização após uma negociação fracassada com o Vila Nova Futebol Clube, que perdeu a ação. O clube, no entanto, ofereceu a liquidação de criptoativos para quitar a dívida. O objetivo seria utilizar o token USD Soccer.

A criptomoeda foi criada pela empresa All In Assessoria Esportiva para oferecer como contrapartida em contratos com clubes. A companhia também chegou a fechar parceria com a Chapecoense e traz ex-jogadores famosos como embaixadores.



Jorginho, Ricardo Rocha e Zinho, campeões da Copa do Mundo de 1994, aparecem em destaque no site da empresa. O mesmo acontece com Falcão, eleito melhor do mundo no futsal por quatro vezes.

O site oficial menciona que uma unidade da moeda vale US$ 1,20. No entanto, o ativo não é listado por exchanges reconhecidas nem está registrado em monitores como CoinMarketCap e Coingecko.

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Jogador recusa criptomoeda e Vila Nova fica sem patrocínio

Sabendo da falta de liquidez da criptomoeda, o jogador não aceitou a proposta. Ele, por sua vez, solicitou o pagamento mediante bloqueio de faturamentos. A ideia seria obter os valores por meio de repasses da CBF, de cotas de TV e contratos de patrocínio.

O clube, então, recorreu. OS advogados defendem que o bloqueio integral do faturamento inviabilizaria a manutenção da empresa. O Vila Nova, vale lembrar, joga atualmente na terceira divisão do Campeonato Brasileiro.

Em recurso, a parte requerida pediu que a Justiça definisse um teto de bloqueio de valores. Desse modo, o clube poderia continuar obtendo faturamento e, ainda assim, pagar a dívidas aos poucos.

Em decisão do dia 14 de agosto publicada nesta quinta-feira (27), o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região coloca um fim no imbróglio.

Assim, presentes o fumus boni juris e o periculum in mora, CONCEDO A LIMINAR postulada, determinando que, nas execuções em curso […], as penhoras da cota de patrocínio mantida pela UNIMED GOIÂNIA, fiquem conjuntamente limitadas a 30% da receita líquida a que fizer jus, observando-se na sua destinação a ordem de precedência legal.

O BeInCrypto tentou contato com o Vila Nova, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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