Exclusivo: novo cartão brasileiro converte tokens da Binance Smart Chain em reais

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EM RESUMO
  • Cartão permite recarregar com tokens da Binance Smart Chain e gastar no Brasil em reais.

  • Solução é integrada a projeto de "poupança em criptomoedas".

  • ZCore Finance Card chega primeiro ao Brasil e pode se tornar global ainda em 2021.

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O projeto brasileiro ZCore Finance anunciou, nesta quarta-feira (7), um cartão que converte, automaticamente, diversos tokens da Binance Smart Chain (BSC) em reais.



O ZCore Finance Card é um cartão pré-pago com bandeira Elo que pode ser recarregado com diversas criptomoedas compatíveis com a rede Smart Chain, entre elas BUSD e BNB, além de ativos tokenizados, como o BTCB, um dos que representa o Bitcoin na rede da Binance.

A proposta, no entanto, é impulsionar a adoção do ZEFI, token nativo da plataforma que atraiu US$ 1 milhão em valor total bloqueado (TVL) nos primeiros três dias de lançamento – um mês depois, o montante já salta para mais de US$ 5,5 milhões (R$ 30,8 milhões).



Cartões de criptomoedas não são exatamente uma novidade no Brasil. No entanto, eles geralmente exigem que o usuário converta cripto para dinheiro manualmente antes de realizar uma transação, algo visto como inconveniente do ponto de vista do consumidor.

Após rumores, a Visa confirmou sua primeira solução de conversão automática, mas, por enquanto, compatível apenas com USDC. A Binance também tem cartão cripto, mas por enquanto apenas no exterior. A solução nacional, dessa forma, planeja sair na frente das gigantes.

Ao BeInCrypto, o líder do projeto, Erick Costa, explica que a conversão automática de ZEFI e outros tokens da BSC para reais deve atrair o usuário que ainda é resistente à adoção de criptomoedas no dia a dia.

“O usuário precisa somente comprar ZEFI na nossa DEX (exchange descentralizada) e enviar para a carteira vinculada ao cartão. A partir daí, ele já pode comprar normalmente em qualquer lugar que aceite Elo. Nós fazemos a conversão em tempo real pelo preço de mercado, sem cobrar taxas ou spread”.

Disponível para encomenda a partir da noite desta quarta-feira (7), o cartão cobrará uma taxa de 4% apenas para depósitos de outras criptomoedas compatíveis.

O valor, explica Costa, será usado para recomprar ZEFI no mercado e queimá-las. “É o mecanismo que encontramos para impulsionar o preço do ativo enquanto oferecemos funcionalidade no mundo real”, conta o criador da moeda ZCore.

Cartão internacional

O anúncio desta quarta-feira (7) inclui a oferta do cartão e da carteira digital apenas ao público brasileiro, mas o desenvolvedor revela que já há tratativas em curso com parceiros internacionais para expandir o serviço para outros países no segundo semestre.

Por ora, brasileiros podem se registrar e fazer a encomenda do cartão físico. Na primeira semana de maio, o projeto promete lançar o aplicativo oficial e iniciar a validação de identidade para emitir os cartões e entregar dentro dos 30 dias seguintes.

O app ainda permitirá controlar os saldos depositados e gerir investimentos DeFi do projeto no cultivo de rendimentos (yield farming), espécie de poupança de criptomoedas com recompensa em ZEFI, e obter um cartão virtual para compras online.

“Esperamos receber o pedido de pelo menos mil cartões físicos nesse primeiro momento, enquanto escalamos a operação para dar conta de uma demanda maior. Mas o cartão virtual estará disponível logo no lançamento do app para todos os interessados”, destaca o desenvolvedor.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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