Novo fundo de Bitcoin que ‘imita’ Grayscale vende R$ 1 bilhão em IPO

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EM RESUMO
  • Fundo de Bitcoin estreia na bolsa com venda de quase R$ 1 bilhão em ações.

  • Gestora canadense aposta no modelo de sucesso da Grayscale.

  • Expectativa é navegar na entrada de investidores institucionais em cripto.

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Fundo canadense Ninepoint Partners segue passos da Grayscale e vende primeiras ações para traders da bolsa interessados em comprar Bitcoin.

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Um novo fundo de Bitcoin acaba de entrar na bolsa. O canadense Ninepoint Partners anunciou, nesta quarta-feira (27), a venda de um conjunto de ações pelo equivalente a US$ 180 milhões (R$ 973 milhões) durante IPO na bolsa de Toronto.

A empresa é a criadora do Bitcoin Trust, um fundo de BTC que segue os passos da Grayscale para atrair investidores institucionais. O serviço de custódia da exchange Gemini será responsável por salvaguardar os BTCs.

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Estamos muito satisfeitos com o sucesso desta oferta. É a maior oferta pública inicial de um fundo de investimento em bitcoin no Canadá. Acreditamos que nossa estrutura de confiança de qualidade institucional e a menor taxa de administração de qualquer fundo de investimento em bitcoin listado no Canadá será uma combinação vencedora para o interesse contínuo do investidor.

John Wilson, Co-CEO e sócio da Ninepoint

Fundo não exige bloqueio após compra de ações

Assim como investidores da Grayscale, os detentores de ações da Ninepoint esperam que o papel valorize de acordo com o preço do Bitcoin, mais um bônus. Apesar de ser muito menor, o fundo canadense aposta, por exemplo, em uma taxa de administração de 0,7% para atrair interessados. A Grayscale, por outro lado, cobra 2% sobre o rendimento anual.

Além disso, a Ninepoint não exige o bloqueio das ações após a compra. No caso da Grayscale, quem compra ações do fundo precisa mantê-las por pelo menos seis meses – no começo, o prazo era de um ano. Nesse ínterim, só é possível negociar os papeis no mercado de balcão, acessível apenas para investidores profissionais.

O modelo é apontado como o principal responsável pela guinada do Bitcoin aos olhos de Wall Street. Hoje, os resultados da Grayscale servem como termômetro do apetite de Bitcoin de grandes investidores.

A Ninepoint, dessa maneira, espera aproveitar a mesma estratégia. No entanto, o novo fundo espera atrair tanto investidores de longo prazo quanto traders de varejo que desejam negociar as ações no mercado livremente.

Modelo da Grayscale é alternativa a ETF de Bitcoin

Os resultados do fundo de Bitcoin da Ninepoint terão como referência o Índice CryptoCompare Institutional Bitcoin. O índice é da MVIS, uma empresa da firma de serviços financeiros VanEck, antiga interessada na criação de um ETF para o Bitcoin.

O ETF é um instrumento financeiro que permite a negociação de ativos externos na bolsa. O ETF do Bitcoin, portanto, permitiria a investidores comprarem o ativo sem adquirir BTC diretamente em exchanges. A falta do ETF foi considerada por muitos anos o motivo da ausência de Wall Street no mundo das criptomoedas – até a chegada da Grayscale.

No entanto, o mercado ainda tem esperança de que os reguladores americanos liberem o ETF do Bitcoin. A expectativa é que a nova cabeça do Tesouro dos EUA abre as portas para o BTC na bolsa. Até lá, a Grayscale, a Ninepoint e outros fundos de Bitcoin como os da Bitwise e 3IQ são o caminho mais viável para a entrada de mais investidores institucionais no mundo das criptomoedas.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Sou editor-chefe do BeInCrypto Brazil desde abril de 2021.

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