Novo token DeFi brasileiro atrai US$ 1 milhão em três dias

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EM RESUMO
  • Ativo digital é dado como recompensa para quem deposita em "poupança cripto".

  • Token ZEFI saiu de nada para US$ 2 rapidamente.

  • Pools de liquidez já angariam mais de US$ 1 milhão.

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O projeto brasileiro ZCore lançou o novo token ZCore Finance (ZEFI), focado no mercado de finanças descentralizadas (DeFi).



Disponibilizado na última quinta-feira (4), o protocolo rompeu em três dias a barreira de US$ 1 milhão investidos, o equivalente a cerca de R$ 5,7 milhões.

O token digital ZEFI funciona como recompensa adicional para usuários que participam de pools de liquidez de uma exchange descentralizada (DEX). Os pools são como tanques de criptomoedas que alimentam swaps (trocas) entre moedas sem a necessidade de uma exchange centralizada.



O projeto opera aliado à PancakeSwap, principal DEX da rede Binance Smart Chain. Entre as vantagens estão, por exemplo, a maior oferta de moedas do que em exchanges convencionais (centralizadas), além de taxas menores do que nas exchanges descentralizadas da rede Ethereum, como a Uniswap.

Esse tipo de negócio é um dos que mais faturaram em 2020 com o boom das finanças descentralizadas. Para a comunidade, os pools de liquidez oferecem moedas que não, necessariamente, estão disponíveis em exchanges convencionais.

Por outro lado, quem deposita as criptomoedas (faz staking) nos pools obtém um rendimento normalmente alto, em espécie de “poupança em criptomoedas”. No projeto da ZCore, na manhã de segunda-feira (8), o usuário recebia de 880% a 4.000% anuais em cima do valor depositado nos pools.

Além disso, recebia tokens ZEFI na proporção do investimento para negociar no mercado e obter lucro adicional, em processo conhecido como farming. No fechamento da matéria, uma unidade do token tinha preço na casa dos US$ 2.

Quais são os riscos do projeto DeFi?

Os altos rendimentos em projetos DeFi costumam atrair muito dinheiro rapidamente. Não foi diferente com o ZCore Finance. Em 24 horas após o lançamento, o projeto angariou US$ 200 mil nos contratos inteligentes, valor equivalente a R$ 1,13 milhão. Em três dias, o projeto arrecadou mais de US$ 1 milhão (5,7 milhões).

No entanto, o mundo DeFi é cheio de riscos, especialmente para os mais inexperientes. No entanto, para Erick Costa, fundador e líder do projeto ZCore, projetos DeFi são atrativos pela revolução dos contratos inteligentes, que dão segurança para negociações entre pessoas sem a necessidade de intermediários.

Os contratos [inteligentes] dão a segurança para o usuário negociar de forma descentralizada tendo controle sobre seus ativos. Nós não custodiamos o dinheiro de ninguém: se o participante quiser, não precisa nem utilizar nossa plataforma, basta acessar o contrato na Binance [Smart Chain] e resgatar o valor para sua carteira quando quiser. E além de tudo as taxas são baixas.

Sobre os recorrentes casos de golpes nesse ramo do setor de criptomoedas, Costa destaca que os riscos maiores estão em pools voltados para empréstimos, que são mais vulneráveis a hackers quando não são auditados.

O desenvolvedor explica então que a ZCore Finance, além de não oferecer empréstimos, conta com a auditoria da Hacken e da CertiK, reconhecidas no ramo DeFi.

Queima de tokens como mecanismo anti-inflacionário

Além disso, o desenvolvedor destaca o mecanismo deflacionário como atrativo. Quem deposita criptomoedas como BNB, além de stablecoins como BUSD, por exemplo, paga 4% de taxa para a plataforma.

Segundo a documentação do projeto, 90% do valor arrecadado em taxas destinam-se à compra e queima de ZEFI, tirando o volume de circulação. Dessa maneira, o ativo tem sempre uma pressão de compra que ajuda a impulsionar o preço.

Além da ZEFI, o valor é utilizado para comprar ZCore Token (ZCRT) e Wrapped ZCore (WZCR), outros dois ativos do mesmo projeto. No entanto, por ora, apenas o ZEFI é oferecido como recompensa no farming.

O processo conhecido como farming ganhou notoriedade no meio DeFi em projetos como o Compound e Yearn Finance. A ideia surgiu quando os diversos projetos começaram a acirrar a competição entre pools de liquidez.

Então, em vez de oferecer apenas maior rendimento, os projetos começaram a emitir seus próprios tokens aos usuários, que passaram a apostar na valorização. Um dos casos mais emblemáticos é o do YFI, da Year Finance. Lançado em julho de 2020, o token saiu de menos de US$ 800 e foi a mais de US$ 43.000 em dois meses.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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