Números de WhatsApp de 112 milhões de brasileiros surgem à venda por 0,12 Bitcoin

Compartilhar Artigo
EM RESUMO
  • Nova base de dados surge à venda na dark web.

  • Conjunto traz supostamente dados de 112 milhões de brasileiros, incluindo WhatsApp.

  • Entre os afetados estariam funcionários do Executivo e do Judiciário.

  • promo

    Estamos compartilhando informação no nosso grupo de Telegram , siga-nos! E obtenha sinais de trading e análise de criptomoedas diariamente!

The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

Seu WhatsApp pode estar à venda na dark web em um novo conjunto de dados vazados, o quinto caso de grande notoriedade apenas em 2021.



Um novo conjunto de dados aparentemente roubados de brasileiros está à venda na dark web. A base conteria informações de cerca de 112 milhões de pessoas, incluindo números de WhatsApp, CPF, endereço, profissão e faixa salarial.

Segundo reportagem do Estadão repercutida pelo portal Metrópoles, os dados teriam sido coletados em janeiro de 2021 e estão anunciados em fóruns muito usados por hackers desde o último domingo (14).



O pacote de cerca de 20 GB está à venda por 0,12 Bitcoin, o equivalente a R$ 37.000 pela cotação da manhã desta terça-feira (16). O valor é, proporcionalmente, mais alto do que o cobrado pelo megazamento de 223 milhões de CPFs. Nesse caso, interessados poderiam adquirir mil registros por apenas US$ 100 (aproximadamente R$ 560).

Dados de 250 mil expostos “de graça”

Segundo o anúncio, o arquivo contém WhatsApp e diversos dados pessoais de 112 milhões de pessoas. No entanto, os hackers oferecem uma amostra de graça de 250 mil pessoas, que estão desde já totalmente expostas. O conjunto exibe nome, CPF e, em alguns casos, o RG.

Traz também números de WhatsApp atrelados a endereço, data nascimento, nome da mãe, profissão e faixa salarial. Além disso, as tabelas informam se a pessoa já está morta, se é aposentada ou se tem cadastro no Bolsa Família.

Ainda segundo o Estadão, a amostra inclui dados de 403 possíveis funcionários públicos. A pista está nos e-mails vazados, que trazem domínios “.gov.br”, ligado ao Poder Executivo, ou “.jus.br”, usado por membros do Poder Judiciário.

O novo vazamento só fica atrás do caso de grandes proporções descoberto em fevereiro. Desde então, no entanto, pelo menos outros dois episódios chamaram atenção. Ambos expuseram dados de cartões de crédito de brasileiros, um no final de fevereiro e outro no começo de março.

Além disso, outros dados de 223 milhões de brasileiros surgiram na segunda-feira (15), supostamente com origem no serviço paulista Poupatempo. O volume de registros, no entanto, levanta a possibilidade de ligação com o megavazamento de fevereiro.

Número de vazamentos deve aumentar, indica especialista

Felipe Daragon, especialista em cibersegurança ouvido pelo jornal, explica que o aumento no número de vazamentos pode ter ligação com um movimento internacional por roubo de dados.

Talvez pelos sistemas do Brasil estarem mais frágeis, nós acabamos sendo um pouco mais afetados de forma mais intensa por causa do avanço dessas atividades ilegais em relação a outros países.

Nesse sentido, chama atenção o preço cobrado pelos hackers por esse último pacote. Na avaliação do especialista, mais dados estarão cada vez mais expostos.

A tendência é que isso vá aumentando porque nossos dados vão valer menos porque tudo já vai estar on-line. É um cenário fácil de se prever em um futuro bem próximo.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.
Share Article

Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

SEGUIR O AUTOR

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá