O Brasil no caminho de se tornar uma sociedade cashless

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O Banco Central do Brasil publicou no dia 05 de setembro um documento chamado de Estatísticas de Pagamento de Varejo e de Cartões, cujo conteúdo diz que o uso de smartphones para pagamentos vem crescendo no Brasil e já supera o internet banking.



O documento, que se refere ao ano de 2018, também aponta para uma queda nos valores das taxas cobradas dos lojistas nas compras com cartão de crédito e de débito. As transações por smartphones e internet banking somadas representariam quase 70% do total. Os smartphones são a forma de atendimento preferida e seu uso cresceu 18,5% em relação à 2017. O uso de internet banking vem em segundo lugar com 21,9 bilhões de transações e crescimento de 6,3% em relação a 2017. Outras modalidades tiveram redução na quantidade de transações em 2018: -6,7% por telefone, -3,2% em agências e postos de atendimento e -3,9% em caixas eletrônicos.

Panorama dos meios de pagamento

O uso do cheque se mantém em declínio, de modo que o número de transações com esse instrumento de pagamento caiu de 731 milhões para 633 milhões (-13,4%). A redução do uso do cheque foi de 64,7% de 2009, quando registrou 1,8 bilhão de transações, até 2018.



Cartões de crédito e de débito tiveram um aumento registrado. Para o cartão de crédito, foram 6,4 bilhões de transações em 2017 que passaram para 7,4 bilhões em 2018 (16,2%). Por sua vez, no cartão de débito foram 7,9 bilhões de transações em 2017 que passaram para 9 bilhões em 2018 (13,7%). Também houve crescimento de 3,9% nas transferências de crédito, que passaram de 10,5 bilhões para 10,9 bilhões no mesmo período.

Dentro desta estatística também estão computadas as transações com cartões pré-pagos que envolvem cashout de criptomoedas como o da Atar, que já permitia esta função em 2018. Serviços que também integram Bitcoin e criptomoedas como Alterbank e Uzzo, devem constar no relatório do próximo ano.

Evolução dos métodos de pagamento

Conforme noticiamos anteriormente, o Banco Central anunciou recentemente o desenvolvimento de um sistema de pagamentos instantâneos, onde o próprio BACEN será responsável por desenvolver a base de dados e administrar o sistema. O objetivo por trás desse novo sistema é acabar com operações de TED e DOC e implementar uma rede para envios quase instantâneos de valores 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Conforme os dados desse relatório mostram, o Brasil tem caminhado continuamente em direção à uma sociedade cashless (“sem dinheiro em espécie”), visto que os meios de pagamento mais utilizados por usuários do Sistema Financeiro Nacional estão cada vez menos tangíveis e mais virtuais. Será que em breve estaremos usando criptomoedas sancionadas pelo governo?

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Imagens cortesia de Shutterstock

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Vini se formou em geologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil e trabalhou com gerenciamento de projetos na área de exploração mineral em empresas como BHP Billiton e Vale. Ele se envolveu com o bitcoin em 2011, quando comprou suas primeiras moedas através do jogo online “Second Life”, mas usou a maioria de suas primeiras moedas aprendendo a fazer transações e negociar. Depois disso, ele se tornou um entusiasta da tecnologia blockchain e desde então focou sua carreira para esse campo. Recentemente, ele se dedica à programação frequentando o Le Wagon Coding Bootcamp e Ivan On Tech Academy.

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