O Drama de Quem Investiu R$ 1,3 milhão em Golpe com Bitcoin Que Não Tem Dinheiro Para Pagar

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EM RESUMO
  • Três pessoas pedem bloqueio de bens, mas justiça não encontrou nada em contas do esquema.

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A promessa de lucro fácil envolvendo o Bitcoin e outras criptomoedas ainda fazem vítimas por todo o Brasil. Atraídos pelo alto retorno oferecido em tão pouco tempo, milhares de investidores terminaram 2019 sem receber nada. São pessoas que caíram em golpes e fraudes que conseguiram movimentar bilhões de reais.



Na verdade, esse lucro nunca existiu e o dinheiro de outros é usado para pagar terceiros. Em uma espécie de pirâmide financeira, esses negócios se sustentam enquanto ainda existem novas pessoas entrando no esquema. Sem novos investidores não tem como nem pagar o lucro falso oferecido com supostas operações com o Bitcoin.

Alguns apostam pouco e outros já perderam até mais de R$ 1 milhão em fraudes no mercado de investimentos. Esse é o caso de três pessoas que estão processando uma plataforma desse tipo. Com donos donos vivendo fora do país e acusações de dilapidação do patrimônio, parece que não existe dinheiro para pagar os clientes.



Três pessoas perderam R$ 1,3 milhão

Um processo apresentado na Justiça de São Paulo mostra que três investidores esperam por respostas de um negócio suspeito de fraude com Bitcoin. Eles investiram com a mesma promessa de sempre: a esperança por lucros vantajosos que não existem em nenhum outro lugar no mercado.

Os três alegam que a relação com a empresa processada começou ainda em 2018. O que indica que alguns pagamentos ainda foram realizados antes da empresa deixar de pagar os clientes.

O primeiro pedido de saque foi feito no dia 4 de novembro de 2019. Um dos investidores que move a ação decidiu sacar sua parte do dinheiro. Surpreendido, ele não conseguiu recuperar seu saldo em Bitcoin. No entanto, os três falam que os saques deixaram de ser atendidos desde outubro.

Até então, entre sete e treze dias era o prazo para a BWA pagar seus clientes que investiam em Bitcoin. Depois de esperar esse tempo passar, o cliente que solicitou o saque não recebeu. Desse modo, o atraso acendeu o alerta nos outros dois usuários, que também fizeram um pedido de saque.

A dupla pediu o dinheiro de volta pouco tempo depois do primeiro integrante do grupo a fazê-lo. Nesse caso, o pedido foi registrado na plataforma no dia 12 de dezembro de 2019. Contudo, nenhum dos pedidos de saques foram atendidos até que os três clientes da BWA decidiram processar o esquema.

Sem dinheiro em conta e dono nos EUA

O trio de investidores da BWA pede o bloqueio de bens em nome da plataforma de investimentos em Bitcoin. Eles devem recolher as custas do processo e encaminhar o pedido à Justiça de São Paulo – SP. A publicação sobre o caso desta segunda-feira (4) mostra que o prazo para eles regualizarem o pedido é de cinco dias.

A ação cita a BWA e outros negócios ligados ao esquema. Além de Paulo Bilibio, outros líderes são citados, incluindo a esposa dele e filhos, por exemplo. Porém, Bilibio não vive mais no Brasil, deixando os negócios para trás.

Enquanto isso, outras decisões mostram que não existe dinheiro em contas da BWA. Ou seja, não há bens para o arresto solicitado pelo três clientes. No total, eles investiram R$ 1.306.614,77 em Bitcoin que podem demorar para voltar aos seus donos.

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Com formação em ciências e redação, Alice começou a escrever profissionalmente há 7 anos. Desde então, ela tem aprendido, investido e escrito sobre criptomoedas e tecnologia blockchain para algumas das maiores publicações do setor. Atualmente, compõe a equipe de jornalistas Brasil da BeInCrypto.

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