O Estado Islâmico possui milhões de dólares em bitcoins?

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EM RESUMO
  • Teoria indica que o ISIS possui US$ 300 milhões em bitcoins.

  • A captação de recursos seria através de sites de crowdfunding.

  • Porém especialistas dizem que é mentira, já que a utilização de criptomoedas seria inviável.

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The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

Durante a última semana, vários portais de notícias no Brasil e no exterior publicaram alguns artigos dizendo que o Estado Islâmico possui aproximadamente 300 milhões de dólares em bitcoins.



A teoria é que o grupo terrorista está arrecadando doações por meio de criptomoedas desde 2014 através de sites de crowdfunding.

Segundo Hans-Jakob Schindler, diretor do Projeto Contra-Extremismo, desde 2017 autoridades de diversos países procuram o baú de ouro, que financia as atividades do ISIS. E esse baú, na verdade, poderia ser um endereço blockchain.



Ainda segundo ele, as criptomoedas são boas para os terroristas, se eles se tornarem públicos, já que permitem que mais pessoas financiem os seus projetos sem correrem o risco de serem descobertos ou interrompidos.

As acusações não passam de teoria

Ainda que diversos críticos das criptomoedas tenham vibrado com a acusação de que esses ativos digitais favoreceriam terroristas sanguinários, não há evidência de que isso seja verdade.

Segundo a Forbes, as frases de Schindler foram tiradas de contexto. Ele estava especulando uma teoria, e não tem provas concretas sobre a utilização de moedas virtuais para financiar o grupo extremista.

A Bitcoin Chainalysis, empresa de análise de blockchain, disse que as pesquisas sugerem que o ISIS não está usando criptomoedas de terceiros para fins violentos. Além disso, analisando as campanhas de crowdfunding citadas por Schindler, é possível perceber que a maioria arrecadou menos de 10 mil dólares, o que indica uma adoção limitada.

Sem contar que, se o ISIS estiver mesmo usando bitcoin para abastecer seus cofres, eles precisariam de um local para liquidá-lo, assim o volume de negócios de trocas regionais e empresas de serviços monetários refletiria esse fluxo de fundos.

Bitcoin não é viável

Para a Chainalysis, o bitcoin não é o mecanismo de armazenamento ideal de riqueza. Ainda que as moedas virtuais sejam o bode expiatório ideal para justificar o fracasso em se descobrir de onde vem o dinheiro e como o ISIS é financiado, é improvável que elas sejam as culpadas.

A pesquisa e o mapeamento de blockchain da Chainalysis já haviam captado fundos terroristas e, usando os mesmos dados e análises, eles não têm motivos ou evidências para acreditar que o ISIS esteja mantendo uma quantidade significativa de bitcoin.

Os grupos terroristas usam criptomoedas, porém o uso das mesmas como mecanismo de captação de recursos é muito incipiente. Para esses fins, segundo a Chainalysis o bitcoin é fácil de rastrear e difícil de liquidar.

Possuir uma reserva de 300 milhões de dólares em bitcoin, quando não se têm nenhuma maneira segura de acumulá-lo ou liquidá-lo sem fazer barulho parece muito improvável.

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Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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