“Operador de Bitcoin” Invade Conta de Cliente do Santander e Cria Dívida de R$ 100 Mil

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  • “Operador de Bitcoin” Invade Conta de Cliente do Santander e Cria Dívida de R$ 100 Mil

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Uma empresa teve a conta do Santander invadida por um “operador de Bitcoin”. Segundo a denúncia encaminhada contra a instituição bancária, a cliente do negócio aponta ter caído em um golpe, envolvendo hackers e uma dívida de mais de R$ 100 mil.



Golpes envolvendo o roubo de dinheiro podem estar relacionados a hackers que operam com criptomoedas. Em alguns casos, cartões são clonados e o saldo utilizado para comprar Bitcoin, por exemplo.

Golpe com Bitcoin termina em conta invadida no Santander

A empresa Valerios Materiais Elétricos foi surpreendida com uma dívida de mais de R$ 100 mil. O roubo referente ao montante possui ligações com um “operador de Bitcoin”.



O processo mostra que o hacker invadiu equipamentos usados pela família que administra o negócio. Tania Regina é responsável pelos pagamentos do empreendimento em que o marido é sócio.

Até então, a responsável pelo financeiro usava um programa exclusivo do Santander para fazer pagamentos relacionados a companhia de materiais elétricos. Ocorre que, no dia 08 de janeiro de 2018 o celular da mulher parou de funcionar.

O equipamento emitia uma chave de segurança para acesso a conta do Santander. Com o equipamento travado, Tania não conseguia fazer mais pagamentos naquele dia. 

Porém, a assistente financeira não esperava que seus dados fossem clonados. Ainda naquela altura, o sistema bancário passava também por uma atualização. Contudo, somente no dia 12 daquele mês é que a cliente descobriu sobre a dívida de mais de R$ 100 mil.

Família que comanda empresa recebeu duas ligações

Duas ligações para Tania narravam várias transferências de dinheiro em nome do empreendimento. Para surpresa da mulher, no total foram transferidos R$ 104.173,00 pelo ataque hacker à conta do Santander.

O valor seria fruto de um limite que o negócio tinha na instituição bancária, sendo que o montante não estava disponível inicialmente na conta invadida. Sendo assim, a invasão hacker provocou uma dívida para o empreendimento de materiais elétricos.

Além disso, foi informado pelo telefone que parte do dinheiro roubado estava relacionado a um “operador de Bitcoin”. Quatro dias depois deste comunicado, o banco Santander entrou em contato com a usuária.

A instituição bancária informou que as transações aconteceram de forma legal. No entanto, seis endereços IPs distintos registraram todas as movimentações. Ou seja, há forte indícios de fraude neste caso. Nenhum endereço IP pertencia aos dados que a empresa havia registrado no sistema bancário do Santander.

Banco assume culpa parcialmente

O banco assume parcialmente a culpa sobre o caso, ao estornar dois depósitos em nome da empresa. A proponente da ação mostra que a instituição devolveu dois depósitos, sendo que um corresponde a R$ 1.194,36 e outro a R$ 570,05.

Por outro lado, o caso ainda deverá ser apreciado pela justiça que aguarda mais provas sobre a invasão da conta. Até então, o acesso somente aconteceria mediante o uso de um token que a assistente financeira afirma ter mencionado em ligação com o suposto hacker.

O Santander deverá informar dados sobre a conta bancária invadida da companhia. Uma multa por danos morais também é fixada para o caso, avaliada em R$ 20 mil. Portanto, em 30 dias um laudo evidenciará como o hacker teve acesso ao dinheiro.

“Não há culpa da vítima mas falha na prestação de serviço bancário”.

Tudo indica que o hacker ligou para Tania em busca de informações para acessar a conta da vítima no caso. Porém, a justiça não exime o banco Santander de culpa sobre o roubo de mais de R$ 100 mil por um hacker que “opera Bitcoin”.

Você conhece alguém que já teve conta invadida por criminosos que também operam criptomoedas como o Bitcoin? Comente sobre a notícia e compartilhe no Twitter.

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Com formação em ciências e redação, Alice começou a escrever profissionalmente há 7 anos. Desde então, ela tem aprendido, investido e escrito sobre criptomoedas e tecnologia blockchain para algumas das maiores publicações do setor. Atualmente, compõe a equipe de jornalistas Brasil da BeInCrypto.

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