Outubro fecha com 3ª queda do Ibovespa, dólar tocando R$ 5,80 e Bitcoin em alta de 25%

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EM RESUMO
  • Ibovespa encerra pior semana desde março e completa terceiro mês seguido de recuo

  • Dólar toca em R$ 5,80 antes de cair, mas fecha mês no vermelho

  • Bitcoin se destaca acima dos US$ 13.000 e acumula ganhos de 25% em outubro

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O Ibovespa perdeu o patamar de 94.000 após ter fechado a semana passada acima dos 101.000 pontos. Já o dólar, em semana marcada pela manutenção da Selic em 2%, se mantém nas alturas enquanto Bitcoin oscila em terreno positivo.



Os números são resultado de uma semana com sentimento misto no mercado. De um lado, os balanços dos bancos agradaram apesar das provisões altas. De outro, o temor pelo impacto da segunda onda do coronavírus deixa os agentes na retarguarda. O Bitcoin, por outro lado, enfim mostra sinais de distanciamento dos mercados tradicionais.

Veja, a seguir, um resumo do fechamento dos preços do Ibovespa, dólar e Bitcoin na semana.



Ibovespa perde 94.000 e decepciona após semana acima de 101.000

O Ibov caía 2% nesta sexta-feira (30) enquanto o mercado digeria os possíveis efeitos da segunda onda do coronavírus na Europa e nos EUA. Lá fora, as bolsas foram puxadas para baixo pela frustração em torno de um novo pacote de estímulos. Além disso, o setor de tecnologia viu perdas de 5,5% para Apple e 4,8% para Amazon após resultados aquém do esperado.

No Brasil, o recuo veio à rebote dos 5,06% negativos nas ações da B2W e das perdas de 4,24% no banco BTG Pactual. O resultado do dia praticamente zera os ganhos obtidos ao longo do mês e fica bem abaixo da útima semana. O Ibovespa fecha outubro  em 93.952 pontos, 0,069% abaixo da abertura de 94.604 no primeiro pregão do mês.

Ibovespa zerou ganhos da última semana

Dólar toca em R$ 5,80 e fecha mês em alta

O dólar teve semana turbulenta após abrir em alta e obrigar o Banco Central a intervir para impedir descontrole do câmbio. Ainda assim, a moeda americana seguiu subindo e chegou a tocar os R$ 5,80 nesta sexta-feira (30). Em 2020, o BC já passa de US$ 23 bilhões liquidados de reservas internacionais.

Dessa vez, a valorização está atrelada a dois movimentos. De um lado, o real perde força à medida em que investimentos no Brasil se tornam menos atrativos, seja pela instabilidade política e econômica ou pela baixa taxa de juros.

De outro lado, o dólar ganha força no resto do mundo em meio às incertezas em torno da recuperação das economias. Ao contrário de semanas anteriores, o índice DXY sobe 0,06% nesta sexta-feira. Às 17h21, o dólar era negociado a R$ 5,73 no Brasil. O câmbio fecha em queda de 0,44%, mas encerra o mês de outubro em alta de 1,59%.

Dólar fecha outubro em alta

Bitcoin se recusa a perder nível de US$ 13.000 e tem 25% de alta no mês

O Bitcoin ultrapassou os US$ 13.000 alcançados na última semana e se recusa a perder esse nível. Em forte volatilidade no começo do dia, a criptomoeda chegou a cair 4% rapidamente após o Bank of America prever uma derrocada iminente das bolsas mundiais.

No entanto, o recuo para abaixo de US$ 13.000 foi breve. Dados do Coingecko apontam que que a criptomoeda passou de US$ 13.600 no dia antes de recuar. Em seguida, o mercado recuperou e, às 17h21, o BTC surgia, em média, acima de US$ 13.500.

Bitcoin oscila, mas recupera patamr de US$ 13.000

O Bitcoin, dessa maneira, já acumula 7,7% de valorização na semana e quase 25% no mês. O desempenho no ano já ultrapassa o patamar de 43%. Segundo o analista Willy Woo, já há fortes sinais de que a criptomoeda está perdendo a correlação com os mercados tradicionais.

No Brasil, a alta do dólar impediu o Bitcoin de cair desde que superou a máxima histórica. Algumas exchanges chegaram a negociar a criptomoeda a R$ 80.000 na semana. Às 17h21 de sexta-feira, o BTC era negociado no país, em média, acima dos R$ 78.000, segundo o Cointrader Monitor.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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