Países da América Latina devem pagar estudantes com criptomoedas, defende governo dos EUA

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EM RESUMO
  • Brian Brooks, regulador dos EUA, defende pagamento de estudantes com criptomoedas.

  • Solução seria ideal para países da América Latina, como o Brasil.

  • Proposta passa por fundo garantido por token nacional.

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Um regulador americano propõe que países em desenvolvimento, como o Brasil, recompensem estudantes com criptomoedas nacionais.

Países em desenvolvimento como os da América Latina devem pagar estudantes com criptomoedas para estimular a formação e incrementar o PIB. A proposta é de Brian Brooks, um regulador bancário dos EUA conhecido pelo posicionamento favorável à indústria de criptoativos.

Em evento na última semana, Brooks falou brevemente sobre a ideia que, segundo ele próprio, “renderia um prêmio Nobel”. A iniciativa passaria pela criação do que ele chama de “moeda de países” (country coins), tokens que o governo emitiria e entregaria aos estudantes.

Criar uma moeda nacional descentralizada em países que estão em trajetórias de mudança de status de em desenvolvimento para desenvolvido é uma das maiores ideias em finanças hoje.



A iniciativa surge da noção bem estabelecida de que a melhoria dos investimentos em educação resulta em ganhos para o Produto Interno Bruto (PIB) de um país no longo prazo.

O crescimento do PIB é afetado pelos professores de filosofia não menos do que pelos engenheiros de software. A beleza dessa abordagem é que os mercados de trabalho ainda podem tratá-lo de maneira diferente, mas todos compartilham da criação de riqueza nacional. Estamos todos juntos nisso.

Brooks é o Controlador da Moeda dos EUA, cargo que ocupa desde maio quando assumiu o posto interinamente. Ex-chefe do departamento jurídico da Coinbase, ele é conhecido por ser favorável às criptomoedas e disse recentemente que “ninguém irá banir o Bitcoin”.

Criptomoedas nacionais para estimular a educação

Os estudantes receberiam cripto conforme avançassem na vida escolar. A cada estágio completado ou curso realizado, teriam direito a mais tokens. Os jovens poderiam, portanto, vender no mercado para resgara um valor imediato, ou apostar em um fundo governamental.

O criptoativo serviria, então, como garantia para o estudante resgatar o valor de um fundo destinado para a iniciativa. O fundo seria, por sua vez, alimentado com um percentual do crescimento do PIB vindo com o salto em produtividade decorrente da educação.

O órgão regulador americano ainda irá publicar um relatório no qual planeja detalhar a proposta. Uma prévia obtida pela Fortune indica que os tokens seriam uma espécie de ação.

Na verdade, as moedas se tornam quase uma participação acionária no país porque representam uma previsão sobre o crescimento dos fluxos de caixa futuros.

Brooks afirma ainda que “não há razão tecnológica para que isso não aconteça imediatamente”. Além disso, pontua que é necessário que os reguladores reconheçam que a abordagem é simples e não intervencionista.

Dessa maneira, a proposta de cripto para estudantes seria uma alternativa para, em suas palavras, “permitir que todos fiquem mais ricos juntos, que é o que o mundo em desenvolvimento deve querer”.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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