PayDiamond: Justiça Acusa Negócio de Criptomoedas de “Crime de Pirâmide”

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EM RESUMO
  • Cinco pessoas são indiciadas pelo Ministério Público por associação com a empresa.

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Cinco pessoas foram indiciadas pela justiça por envolvimento em um negócio de criptomoedas acusado de “crime de pirâmide”. Conhecida como PayDiamond, a empresa oferecia lucros semanais de 5% em investimentos em criptomoedas.



Investigada por atividades irregulares, a organização é acusada de ter enganado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A recente acusação contra cinco líderes do esquema mostra que os envolvidos devem responder por crimes que envolvem declaração falsa, associação criminosa e até “crime de pirâmide”.

Cinco líderes de esquema são investigados

A justiça sentenciou cinco pessoas no caso envolvendo a PayDiamond. A publicação do processo mostra ainda que outros três nomes fazem parte das pessoas investigadas por associação ao esquema que prometia lucros com criptomoedas.



Uma das vítimas da empresa narra que conheceu a PayDiamond no final de 2017. Naquele ano, Leonard Dainez Lauand decidiu investir R$ 12 mil.

O pagamento de supostos lucros da organização seria feito em dólares norte-americanos. Posteriormente, o montante era trocado por criptomoedas. No entanto, o usuário da plataforma conta que “nunca conseguiu sacar”.

Grupo de 200 investidores no WhatsApp

O depoimento de Leonard faz parte da extensa lista de investidores da PayDiamond que espera por notícias da empresa. Um relatório do Ministério Público atesta que Dilhermano Pereira Gonçalves seria o líder do esquema na região sudeste do Brasil, com atividades concentradas no Espírito Santo.

Com a expansão dos negócios da PayDiamond, a plataforma conseguiu arrecadar milhares de clientes por todo o país. O processo mostra que eventos em hotéis luxuosos era uma das formas encontradas pela companhia para conquistar novos clientes.

O líder do esquema no Brasil é Adriano Mendes, segundo o processo movido por uma investidora. A ação mostra ainda que usuários sofreram “coação” ao tentar resolver problemas com saques em atraso.

Em um grupo de WhatsApp, líderes da companhia ameaçava clientes que cobravam por pagamentos sem respostas. A “coação moral” acontecia mediante usuários que reclamavam publicamente no grupo, com 200 pessoas que faziam parte da plataforma.

PayDiamond enganou CVM

A PayDiamond é apontada como uma organização que enganou até a (CVM). Ao registrar outra empresa na comissão, o negócio apresentava status legal para operar no Brasil. A Multiplay Investment Capital conseguiu ser aprovada pela autarquia, que na verdade era a própria PayDiamond agindo ilegalmente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) pode incluir novos integrantes do negócio. Até então, os réus responderão por crimes como:

  • Delitos de Pirâmide
  • Falsidade ideológica
  • Formação de Quadrilha

Com a denúncia, a PayDiamond será novamente indiciada na justiça. Até então, a empresa ofertava lucros a partir da venda de diamantes, atuando em outros países além do Brasil. As atividades, supostamente ilegais, resultaram até na criação de uma criptomoeda própria.

“A inserção de marca referente à moeda virtual MKTCOIN com menção de que se trata de uma parceria com a PayDiamond, deixando claro que esta fraude tinha estreita relação com a pirâmide e nada mais era que uma estratégia de manter as vítimas em erro por mais tempo.”

Você conhece usuários que participaram da PayDiamond e esperam para receber criptomoedas até hoje? Comente sobre a notícia e compartilhe no Facebook.

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Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos mais tarde. Já trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas, sendo que atualmente é um dos colaboradores do BeInCrypto.

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