PayPal vendeu recorde de R$ 1,3 bilhão em Bitcoin durante queda de preço

Compartilhar Artigo
EM RESUMO
  • Usuários do PayPal compraram R$ 1,3 em Bitcoin em 24 horas.

  • Recorde coincidiu com queda de preço de cerca de 25%.

  • Analistas, no entanto, ainda não sabem dizer se o número indica cenário positivo no curto prazo.

  • promo

    Estamos compartilhando informação no nosso grupo de Telegram , siga-nos! E obtenha sinais de trading e análise de criptomoedas diariamente!

The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

Número é o dobro do recorde anterior de compras de Bitcoin pela plataforma no prazo de 24 horas.



Usuários do PayPal parecem ter aproveitado a queda do Bitcoin para comprar na baixa. A empresa americana anunciou entrada no mercado de criptomoedas em outubro de 2020 e começou a oferecer o serviço no mês seguinte nos EUA.

Estima-se que o PayPal tenha servido como plataforma para a compra de US$ 242 milhões em Bitcoin. O valor, equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão, é o dobro do valor máximo registrado pela companhia até então.



A informação foi descoberta primeiro por Alex Saunders, do site australiano NuggetsNews.

O varejo chegou. O PayPal liberou US$ 242 milhões em vendas de criptomoedas ontem. Isso é quase o dobro do recorde anterior.

PayPal é um dos motores do rali do Bitcoin

Analistas apontam que a entrada do PayPal no mundo das criptomoedas foi um dos principais propulsores do rali do Bitcoin. A empresa tem 300 milhões de usuários no mundo e, dessa forma, pode abrir a porta do Bitcoin para muitos novos investidores.

Recentemente, a companhia do Vale do Silício inclusive investiu em uma startup especializada em contabilidade de criptomoedas. O movimento, dessa maneira, indica que a empresa acredita na adoção em larga escala do BTC e outras criptos, ao menos nos EUA.

A analista Eddie van der Walt, da Bloomberg, concorda com a visão de que a correção é saudável para o mercado.

Dados de um fundo mostram que 99% de transações na rede do Bitcoin são relativos às 20% transações de maior valor. Então há grande dominância de dinheiro importante. Isso está na base da narrativa de que uma parcela do dinheiro que entra [em Bitcoin] é de investidores institucionais. Mas, também vêm de plataformas como o PayPal, que agem como intermediário.

Grayscale perdeu R$ 22 bilhões durante queda do Bitcoin

No curto prazo, no entanto, analistas ainda não sabem dizer se o recorde recente de compras indica otimismo no curto prazo. De um lado, o aspecto geral do mercado não mostra sinais de saída de grandes investidores. Por outro lado, o gráfico do BTC mostra que o preço ainda deve voltar a cair antes de fazer novas máximas.

Enquanto o PayPal registra recorde positivo, a Grayscale, por exemplo, perdeu dinheiro durante a correção do Bitcoin. A maior gestora de fundos de criptomoedas viu seus ativos sob gestão caírem cerca de US$ 4 bilhões (R$ 21,89 bilhões) em meio à queda do Bitcoin de cerca de US$ 42.000 para pouco acima dos US$ 32.000.

O analista da Bloomberg adverte que o tamanho da correção pode significar que perdas maiores ainda podem estar por vir. Uma queda mais brusca, como a que ocorreu após o rali de 2017, portanto, ainda poderia acontecer.

Se você olhar para o escopo desse rali, a maneira com que [o preço do Bitcoin] subiu de forma parabólica, eu acho que foi apenas um recuo natural de algo que havia subido longe demais rápido demais. Agora isso pode significar que ainda veremos um recuo na escala de 2017 em algum momento

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.
Share Article

Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

SEGUIR O AUTOR

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá