Pesquisa da UFRJ estudou criptomoedas por 5 anos e revela amadurecimento do mercado

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EM RESUMO
  • Pesquisa brasileira estudou o desempenho das criptomoedas por 5 anos

  • A análise avalia os riscos do investimento e as tendências de alta

  • Comprova que os ganhos são maiores que as perdas

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Além dos investidores, as criptomoedas também intrigam a academia que se esforça para entender esse novo mercado que ganha cada vez mais força no Brasil. 



Agora, foi a vez do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead/UFRJ) estudar as criptomoedas. 

Eles analisaram o desempenho das criptomoedas Bitcoin, Ethereum, Ripple, Litecoin, Stellar e Monero, entre os anos de 2015 e 2020. Ativos esses que no começo do ano, representavam 77,4% da capitalização total do mercado.



Quem desenvolveu a pesquisa foi a professora Beatriz Mendes juntamente com co-autor André F. Carneiro. Em entrevista ao BeInCrypto, a pesquisadora compartilhou os principais resultados.

Ela conta que usou uma abordagem econométrica para calcular medidas de risco das criptomoedas, como forma de analisar o retorno e estabilidade dos ativos.

“As séries históricas dos retornos das criptomoedas apresentam várias características já observadas em moedas reais, em particular em relação à volatilidade. Contudo, os números são maiores, em particular o peso das caudas das distribuições dos retornos. Aí reside o risco, mas também os atrativos.”

Bitcoin mantém soberania

A pesquisa concluiu que o Bitcoin é de fato a criptomoeda mais madura hoje no mercado. O BTC apresentou no levantamento medidas de risco menores, com persistência próxima às das moedas tradicionais. 

Em segundo lugar, a pesquisadora aponta o Ethereum como um ativo que ganha cada vez mais força no mercado. Depois do bitcoin, ele é a melhor opção de investimento.

“Há inúmeros projetos desenvolvidos hoje na Blockchain do Ethereum e outras tantas criptomoedas que nasceram de lá. Com certeza é uma opção de diversificação ao Bitcoin que deve ser considerada, ainda mais com projetos ambiciosos sendo desenvolvidos para a melhoria do Ethereum, como o Raiden.”

Ganham juntos, perdem separados

As análises indicam que a dependência entre as criptomoedas aumentou nos últimos anos. A tendência, inclusive, é que essa relação se fortifique cada vez mais.

Em cenários extremos, as criptomoedas ficam altamente correlacionadas, com ganhos conjuntos. Porém, quando se analisa as perdas, cada ativo se comporta de uma maneira diferente.

Nesse sentido, a pesquisadora observa que um equilíbrio a longo prazo pode demorar para chegar. Porém, nos dados de 5 anos analisados por ela, fica claro o fortalecimento do mercado de criptomoedas.

“Podemos dizer que o mercado de criptomoedas ainda está na sua infância. Entretanto ele cresce rapidamente e apresenta sinais de maturidade, especialmente quando se trata do Bitcoin. Há muitas possibilidades quando falamos de Blockchain e, consequentemente, criação de novos ativos digitais.”

Ganhos são maiores que perdas

A pesquisa revela que a soma dos ganhos consecutivos dos criptoativos, foram maiores que as perdas. Ou seja, apesar da volatilidade, o risco acaba valendo a pena. Nesse cenário, as pessoas estão mais corajosas para entrar no mundo cripto.

“A difusão da informação e conhecimento sobre o tema faz com que as pessoas percam o medo de investir. Esse movimento acontece não apenas no Brasil, mas sim em escala global.”

Efeito da pandemia nas criptomoedas

O tempo de análise da pesquisa se encerrou em janeiro de 2020. Entretanto, os pesquisadores estenderam a amostra para contemplar todo o primeiro semestre. 

Comparam esse período com o 2° semestre de 2019, com o intuito de entender como as criptomoedas reagiram a pandemia. 

Durante os dois primeiros meses de 2020, todos os ativos estudados apresentaram uma tendência de alta. Dessa forma, vinham se recuperando da desvalorização registrada durante todo o final de 2019.

No entanto, em 12 de março de 2020, todos os preços das criptomoedas caíram cerca de 61%. Todavia, essa desvalorização foi momentânea.

As criptomoedas se recuperaram rapidamente, como por exemplo o Bitcoin (+27,4%) e Ethereum (+74,7%). Como resultado, o retorno acumulado no primeiro semestre de 2020 conseguiu se manter positivo para 5 dos 6 ativos analisados.

A única moeda com um desempenho negativo nesse período, foi a Ripple. Porém, o ativo já valorizou neste final de ano e especialistas do mercado estão otimistas com o seu futuro.

Finalmente, a pesquisa conclui que apesar de ser um mercado novo, as criptomoedas apresentam tendências de alta. Um movimento comprovado no estudo por diferentes métricas e ângulos de análise.

As moedas mais maduras, inclusive, já apresentam números próximos a ativos de mercados maduros, como conclui a pesquisadora.

“Vejo o crescimento dos criptoativos como um caminho natural a ser trilhado. Basta olhar, por exemplo, a quantidade de novos sites hoje para negociar criptomoedas de uma forma muito mais fácil quando comparada há poucos anos atrás. Mas, assim como nos outros mercados, é preciso conhecimento e conexões.”

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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