PF prende hacker que roubava dinheiro de bancos e convertia em criptomoedas

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EM RESUMO
  • Hacker é considerado um dos mais atuantes do país.

  • Homem de 32 anos teria utilizado criptomoedas e o sistema financeiro tradicional para lavagem.

  • PF encontrou R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo na casa do acusado.

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Hacker foi preso com R$ 7,2 milhões em espécie após supostamente lavar os valores em outros países utilizando bancos e criptomoedas.



A Polícia Federal prendeu nesta semana um hacker acusado de roubar dinheiro de contas bancárias de vítimas em todo o Brasil. Segundo as autoridades, o suspeito, um homem de 32 anos, teria atuado desde pelo menos 2015. Durante esse período, ele teria usado o sistema financeiro e criptomoedas para lavar os valores no mercado internacional.

O hacker atuava em um golpe conhecido e é considerado um dos mais atuantes no Brasil. Segundo a PF, ele criava páginas falsas do internet banking de grandes bancos e distribuía o link para potenciais vítimas. Quem clicava, portanto, acabava caindo em um site falso do banco, onde entregava, sem saber, as credenciais de acesso à conta.



Ao se apossar da senha, o hacker esvaziava a conta da vítima com transferências para contas de laranjas. Ele, então, supostamente enviava os valores para fora do Brasil para iniciar a lavagem.

De acordo com a Polícia Federal, o hacker lançava mão de serviços financeiros tradicionais, assim como criptomoedas, para trazer o fruto do roubo de volta ao país.

A investigação começou após denúncia de desvios em contas da Caixa Econômica. No entanto, outros grandes bancos também estariam na mira do criminoso. Ainda não se sabe, entretanto, se ele teria envolvimento com os golpistas que teriam fraudado o internet banking o Bradesco.

Hacker tinha R$ 7,2 milhões em dinheiro físico

O suspeito foi preso no município de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Na casa do acusado, os policiais encontraram uma quantia de R$ 7,2 milhões em espécie.

Curiosamente, no entanto, o homem não foi preso por furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro ou outros crimes relacionados às acusações. Em vez disso, o mandado de prisão teve como base o suposto envolvimento do hacker com venda de anabolizantes sem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Golpe do internet banking é um dos mais populares do país

O golpe que envolve a falsificação do internet banking é um dos que mais faz vítimas no Brasil. Em 2020, o Banco Central chegou a emitir um alerta devido o crescimento desse tipo de ataque. Durante a pandemia, tentativas de roubos de dados subiram fortemente e o Brasil foi um dos mais afetados no mundo.

Uma dessas ameaças é, por exemplo, o vírus Mekotio. A PF não esclareceu se esse é o malware criado pelo hacker brasileiro, mas já se sabe que o código malicioso circula no país há pelo menos cinco a seis anos. Ele mira especificamente o Brasil e outros países da América Latina e imita diversas instituições bancárias. Além disso, ele seria capaz de roubar Bitcoin por meio do golpe do copia e cola.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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