Pix não terá estorno como criptomoedas, mas poderá ter limites de TED e DOC

Compartilhar Artigo
EM RESUMO
  • Banco Central diz que Pix não permitirá estorno pelo pagador

  • Característica é similar às criptomoedas

  • Sistema de pagamentos, porém, podem ter mesmos limites de TED e DOC

  • promo

    Estamos compartilhando informação no nosso grupo de Telegram , siga-nos! E obtenha sinais de trading e análise de criptomoedas diariamente!

The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

O Banco Central deu nesta quarta-feira (12) o último passo para o lançamento oficial do Pix. O novo sistema de pagamentos começa a funcionar em 5 de outubro e teve o regulamento divulgado.



O PIX vai permitir a realização de transferências instantâneas 24 horas por dia, 7 dias por semana. As instituições pagarão apenas 1 centavo para o Banco Central a cada 10 créditos em conta. O sistema de TED e DOC atual custa 6 centavos por crédito.

Usuários deverão cadastrar “Chave Pix”, que pode ser um número de telefone, e-mail ou CPF/CNPJ do destinatário. O procedimento em si pode ser feito por meio de digitação manual ou via QR Code.



Nesta tarde, o Banco Central concedeu entrevista coletiva online na qual esclareceu alguns detalhes do regulamento.

O Pix, por exemplo, não terá sistema de estorno, assim como ocorre com as criptomoedas. No entanto, usuários podem ter limites de transferência, do mesmo modo como já acontece no TED e no DOC.

Participe da nossa Comunidade de Trading no Telegram para acessar sinais exclusivos de negociação, conteúdo educacional, discussões e análises de projetos!

Pix não terá estorno

Ao contrário do cartão de crédito, não será possível solicitar estorno de um pagamento. De acordo com o Banco Central, uma transferência não pode ser estornada pelo pagador.

“O pagamento é final, ou seja, no momento em que os recursos são creditados, aquilo ali já está consagrado. Voluntariamente, o recebedor pode fazer uma devolução total ou parcial.”

Segundo o BC, o cliente poderá entrar em contato com cada instituição para denunciar uma eventual fraude. No entanto, cada caso deverá ser tratado individualmente e de forma independente do Pix.

Limites de transferência

Já ao contrário das criptomoedas, o Pix poderá impor limites de transferência. Os tetos serão definidos pelas instituições financeiras, portanto pode ser o mesmo do TED e DOC, a depender também do cliente.

Segundo o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Carlos Brandt, não se trata de uma restrição do Pix.

“Instituições poderão definir limites transacionais, com determinadas balizas, [mas evitando] a colocação de valores restritivos ao consumidor. Mas, o ecossistema como um todo não tem limite de valor”.

Agendamento de pagamentos

O agendamento de transferências é uma funcionalidade não obrigatória. As instituições de pagamento é que deverão decidir por oferecer ou não o recurso. Além disso, são os bancos e meios de pagamento que decidem os prazos para cancelamento, entre outros detalhes.

Saque Pix não vem em novembro

Uma das funções esperadas é o Saque Pix, que permitirá utilizar estabelecimentos comerciais como caixas eletrônicos. Esperava-se que a novidade seria liberada em 16 de novembro.

No entanto, durante a coletiva, os representantes do BC disseram que o saque ainda não estará disponível essa data. Ainda não se sabe quando será possível retirar dinheiro via Pix em qualquer lugar.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.
Share Article

Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Sou editor-chefe do BeInCrypto Brazil desde abril de 2021.

SEGUIR O AUTOR

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá

Sinais grátis de compra e venda de criptos, análises do Bitcoin e chat com traders. Entre já no nosso Telegram!

Vamos lá