Polícia prende hacker que teria liderado roubo de R$ 13 milhões de contas NuBank

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EM RESUMO
  • A Polícia Civil do Maranhão prendeu um hacker acusado de liderar quadrilha que roubou R$ 13 milhões de contas NuBank.

  • Os acusados hackeavam celulares para acessar aplicativos de internet banking e drenar os fundos das vítimas.

  • Ao todo, 44 pessoas já foram presas na Operação Ostentação.

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A Polícia Civil do Maranhão prendeu um hacker acusado de liderar a quadrilha que invadiu e roubou R$ 13 milhões de contas do NuBank.



O hacker, que estava foragido desde o ano passado, foi preso nesta quinta-feira (14) em São Luiz no Maranhão. 

A prisão foi um desdobramento da Operação Ostentação, instaurada em fevereiro de 2020 para investigar as ações de hackers que invadiram celulares de vítimas para roubar fundos de contas bancárias.



A segunda fase da operação está em atividade desde dezembro e foca em prender os acusados de roubar R$ 13 milhões de contas do banco virtual NuBank.

Entre outubro de 2019 e maio de 2020, o Nubank recebeu 918 notificações de clientes que alegavam ter tido suas contas invadidas, conforme noticiou o UOL. Chamou a atenção o fato de que cerca da metade dos acessos irregulares (438) haviam sido feitos da cidade Imperatriz (MA).

De acordo com a polícia, a quadrilha hackeava os celulares para instalar um malware espião. O vírus, por sua vez, lhes dava controle total dos aparelhos. Dessa maneira, os invasores acessam aplicativos de internet banking para drenar os fundos das vítimas. 

A Superintendência Estadual de Investigações Criminais e o Centro de Inteligência da Polícia Civil estavam desde o ano passado investigando o paradeiro do homem preso nesta semana. 

Na ação desta quinta-feira, além da prisão do hacker, as autoridades apreenderam R$ 15.000, dois notebooks, vários chips e bolsas de grife. Além disso, as autoridades encontraram celulares, comprovantes de transferências bancárias e uma pequena quantidade de drogas.

Itens apreendidos na Operação Ostentação nesta quinta-feira (14). Fonte: Polícia Civil

Lavagem de dinheiro com Bitcoin

Conforme noticiou o BeInCrypto no ano passado, os hackers envolvidos no esquema criminoso haviam lavado parte do dinheiro roubado usando criptomoedas

Segundo investigação da polícia civil do Tocantins, a quadrilha investigada na Operação Ostentação movimentou cerca de R$ 10 milhões em Bitcoin

Durante uma apreensão, a polícia encontrou chaves de login de exchanges onde os hackers armazenavam as criptomoedas. Dessa forma, encontraram um total 28.6322113 BTC em suas contas.

A conversão na época, no entanto, foi feita quanto o Bitcoin valia R$ 24.820 e rendeu um retorno de R$ 710,4 mil as autoridades. Um ano depois, no entanto, um bitcoin vale R$ 198 mil. Hoje, os bitcoins somariam R$ 5,6 milhões.

Operação Ostentação

Ao todo, já foram presas 44 pessoas envolvidas no esquema fraudulento. Na primeira fase da Operação Ostentação, a Polícia recuperou R$ 63 milhões e prendeu dez pessoas.

Na segunda fase da operação deflagrada em dezembro, no entanto, o número de presos subiu para 34 pessoas. Desde o final do ano, a polícia apreendeu 11 carros de luxo e bloqueou R$ 3 milhões de contas bancárias dos envolvidos.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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