Por que a Polygon (MATIC) ganha força e pode rivalizar com Binance Smart Chain

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EM RESUMO
  • Número de transações da Polygon cresce, assim como a quantidade de usuários e valor bloqueado.

  • A solução da escalabilidade da Polygon promete processar mais de 65.000 transações por segundo.

  • A Binance Smart Chain, antes aclamada como solução, hoje sofre dos mesmos problemas de saturação.

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A Camada 2 da Polygon começou a mostrar seu potencial com projetos de finanças descentralizadas (DeFi) voltadas a atrair vários usuários e, com isso, criar verdadeiras avalanches de volumes.

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As comissões baixas e rapidez no processamento de transações da Polygon, aliados aos problemas de congestionamento da Binance Smart Chain (BSC), colocam as duas redes em conflito.

Os dados da Polygon já demonstram uma cota de mercado considerável para a segunda camada da Ethereum, mas será que a Polygon conseguirá superar a Binance Smart Chain com a mesma técnica que a ajudou a criar? 

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Grande parte do crescimento da Ethereum consiste em resolver seus problemas mais urgentes: a escalabilidade e o custo das transações. 

Esses problemas não são insignificantes e precisaram de muito tempo até afetarem milhões de usuários. Por este motivo, além do fato de que o crescimento descentralizado da segunda camada precisam de pouco tempo de preparação, a Binance Smart Chain se projetou rapidamente como uma opção que sacrifica um pouco de descentralização em troca de velocidade e baixos custos. 

O resultado foi um completo sucesso. Ser a primeira a chegar ao mercado para suprir necessidades imediatas justificaram o sacrifício da descentralização, ao ponto de superar em 600% a própria Ethereum em número de transações diárias. 

Por outro lado, boa parte do crescimento da segunda camada já pode ser visto. O número de transações da Loopring, por exemplo, está em uma fase de crescimento acentuado. Porém, esta análise se concentrará no caso da Polygon (antes conhecida como Matic), uma estrutura usada para construir e conectar blockchains compatíveis com Ethereum, que, além disso, possui suas próprias redes paralelas para executar suas próprias trasnações. 

A Polygon e as conexões das blockchains compatíveis com Ethereum 

A Polygon promete construir uma infraestrutura multicamada para que todas as suas redes secundárias que sejam compatíveis com Ethereum possam estar interconectadas, com a premissa de conseguir escalabilidade e custos baixos. As camadas secundárias da Ethereum são assoluções que possuem maior capacidade para resolver estes problemas, porém a Ethereum 2.0 está em suas fases iniciais e a data de sua implementação completa ainda não foi definida. 

Cada solução proposta pela segunda camada implica na criação de uma rede paralela, mas isto sugere que a Ethereum possa produzir uma fragmentação de redes que divida tanto os projetos quanto seus usuários. O problema que a Polygon quer resolver é a  dispersão de transações, construindo uma infraestrutura para que todas as segundas camadas e qualquer outra rede compatível com o Ethereum possam se comunicar umas com as outras. 

Ainda há muito caminho a ser percorrido para se chegar a uma solução definitiva. A Polygon está focada em implementar a Matic Blockchain, uma rede paralela de segunda camada da Ethereum e a Matic Plasma, uma infraestrutura de comunicação entre as redes secundárias e principal. 

De qualquer forma, uma rede simples de segunda camada poderá executar mais de 65.000 transações por segundo usando a Matic, um valor certamente mais alto que as aproximadamente 15 transações por segundo alcançadas pela Ethereum sozinha. 

Como estão os números da Polygon e da Matic? 

O crescimento da Polygon não passou despercebido. No final de abril, a quantidade de transações na rede se igualou às da Ethereum, com cerca de 1,6 milhões de transações diárias, segundo dados da Nansen. 

Transações da Polygon (linha azul) com desempenho superior ao Ethereum (linha verde) em períodos diários. Fonte: @spencernoon.


No fechamento do texto, a taxa de transações da Polygon alcançou a marca de 2,4 milhões por dia, enquanto as da Ethereum mal superaram a média de 1 milhão, o que representa uma diferença de 118% a favor da solução de segunda camada. 

Métricas da Polygon. Fonte: Explorador da Matic Mainnet.

Ao mesmo tempo, o número de usuários da rede da Polygon demonstra uma explosão de novos endereços ativos em sua rede no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Dune Analytics, os endereços que mantêm a MATIC na Polygon já passam de 200.000 e continuam crescendo.

Número de carteiras que tiveram MATIC ao longo do tempo. Fonte: Dune Analytics.

Da mesma forma, as quantidades de DAI, USDT e ETH depositados na ponte (bridge) da Matic Network estão subindo vertiginosamente. Os valores por si são baixos, com bloqueados US$ 29 milhões no início de abril na Plasma da Polygon, número que atingiu a cifra de US$ 413 milhões no final do mesmo mês, um aumento de cerca de 14 vezes. 

Quantidade de ETH depositada na ponte Polygon. Fonte: Dune Analytics.
Valor total bloqueado no Polygon Plasma (azul). Fonte: The Block Data.

Os dados da DeFi QuickSwap demonstram os feitos da Polygon. A exchange descentralizada, do tipo AMM, se implementou como um fork da Uniswap V2 na Polygon, explorando seu volume de swap diário e o valor total bloqueado. Os valores cresceram 1.900% e 370%, respectivamente, em abril, com recordes de US$ 245 e US$ 551 milhões sobre a mesma ordem. 

Aumento do volume diário no QuickSwap. Fonte: QuickSwap Analytics.

O crescimento da QuickSwap sem dúvidas remete a algo ocorrido na PancakeSwap, sua equivalente na Binance Smart Chain, especialmente quando ela começou a ressoar na comunidade de criptomoedas

Polygon vs. Binance Smart Chain 

Como a Polygon cresceu em relação à Binance Smart Chain? A análise da quantidade de transações diárias assinala que esta última demorou 12 dias para passar de 500.000 para 1 milhão de transações diárias, enquanto, para a Polygon, a mesma tarefa foi cumprida em apenas um dia. Por outro lado, a BSC demorou 10 dias para passar de 1 milhão de transações diárias, enquanto a Polygon precisou de 11 dias. 

Uma comparação simples entre os DEX principais das duas redes revela que a PancakeSwap (BSC) precisou de 345 dias para elevar sua liquidez de US$ 100 milhões para US$ 500 milhões, enquanto a QuickSwap da Polygon só levou 58 dias para atingir o mesmo nível. 

Crescimento da liquidez do QuickSwap. Fonte: QuickSwap Analytics.

Em relação às operações, o caminho entre US$ 1 milhão e US$ 100 milhões em volume diário foi percorrido em 132 dias pela PancakeSwap (BSC) e 87 pela QuickSwap. Nos dois casos, foi o DEX da Polygon que apresentou maior aceleração do crescimento. 

Por outro lado, asbas as plataformas possuem uma brecha importante em suas métricas. A PancakeSwap já superou os US$ 2 milhões em volume diário, enquanto a QuickSwap mal ultrapassou US$ 250 milhões

Polygon oferece escalabilidade frente ao congestionamento da BSC 

O sucesso da Binance Smart Chain poderia ser sua própria destruição, algo já aventado para a Ethereum, mas que é colocado em dúvida com a chegada das soluções de segunda camada. 

Segundo dados da BscScan, a utilização da rede da Binance Smart Chain já alcançou picos de 80%. Por outro lado, as taxas de rede dispararam, apesar de que a taxa necessária para processar uma transação continue tentando compensar o congestionamento com mínimas de 5 gwei. 

A utilização da Binance Smart Chain atingiu 80% e permanece acima de 60%. Fonte. BscScan.

Antes aclamada como solução, a rede da BSC agora apresenta as mesmas saturações que a Ethereum. A razão principal para isso ocorre porque a rede possui alto nível de centralização, em diferente da Ethereum, porém sua capacidade de processamento mal alcança 17,3 transações por segundo, enquanto as da Ethereum chegam a 15,6, segundo um estudo da BSC.news. 

Estrutura da solução Matic Plasma com rede de segunda camada. Fonte: matic.network.

A Polygon, por sua vez, é capaz de processar 65 mil transições por segundo usando uma rede de segunda camada. É preciso ressaltar que a Polygon pretende funcionar como elo entre as redes principal e secundárias da Ethereum. Com esse objetivo, sua capacidade escalaria a 65 mil transações multiplicadas pela quantidade de camadas secundárias que se possa gerir ao mesmo tempo.

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Cristóbal é um entusiasta de criptomoedas venezuelano atraído por investimentos e novas maneiras de ver o dinheiro. Atualmente trabalha no ecosssitema cripto na gestão de comunidades na Argentina, e, nos últimos 3 anos, trabalhou na indústria de exchanges argentina assumindo vários cargos.

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