Por que os hackers do Twitter usaram Bitcoin? Veja 5 motivos

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EM RESUMO
  • Hackers conseguiram mais de R$ 600 mil em golpe no Twitter

  • Contas de personalidades como Bill Gates, Elon Musk e Barack Obama foram iscas

  • Por que o Bitcoin é usado nesse tipo de esquema?

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The Trust Project é um consórcio internacional de veículos de notícias que criam padrões de transparência.

O ataque de hackers do Twitter chamou atenção na última quarta-feira (15) por envolver perfis de famosos como Bill Gates, Elon Musk e Barack Obama. Além disso, Apple, Uber e as exchanges Binance e Coinbase tiveram contas invadidas para pedir Bitcoin.



O ataque envolveu a postagem de uma mensagem pedindo transferência de Bitcoin para um certo endereço. A promessa era de devolver o valor em dobro para “dar de volta à comunidade”.

Quem não está por dentro do mundo das criptomoedas pode se perguntar: por que afinal os hackers do Twitter escolheram Bitcoin para aplicar o golpe? Veja cinco motivos que podem explicar.



1. Já não é difícil de comprar

Já houve um tempo em que comprar Bitcoin era difícil. Hoje, qualquer pessoa com CPF e maior de 18 anos pode criar uma conta em uma exchange brasileira e comprar BTC.

No exterior, exchanges como Binance e Stormgain também permitem comprar com cartão de crédito. Dessa maneira, cada vez mais pessoas têm acesso ao ativo

2. Hackers do Twitter podem liquidar facilmente

Sendo a maior criptomoeda do mundo, o Bitcoin tem alta liquidez. Isso significa que o ativo pode ser facilmente convertido em dinheiro comum.

Muitas exchanges permitem criar contas com apenas e-mail e senha para transacionar a moeda. Em geral, há um limite para sacar valores sem se identificar. Mas, nada impede que os hackers criem múltiplas contas para sacar grandes somas.

3. É muito barato mover grandes quantias

O Bitcoin também é muito barato para movimentar. Um TED ou DOC custa R$ 10 mesmo para quantias baixas e uma remessa internacional pode comer um percentual considerável do valor.

Já o Bitcoin cobra sempre uma taxa comparativamente baixa, independentemente da origem, destino ou tamanho da transferência.

Transações muito pequenas acabam pagando um percentual alto, mas é possível mover bilhões desembolsando um valor irrisório. No caso do Twitter, foram mais de R$ 600 mil roubados (12,8 BTC)

4. Bitcoin é anônimo

Ao contrário da rede bancária, não é preciso se identificar para ter uma carteira de Bitcoin. Em muitos casos, basta baixar um aplicativo no celular para gerar um número que pode ser compartilhado com qualquer pessoa para receber BTC.

A blockchain grava todas as transações feitas, mas hackers podem lavar o dinheiro em serviços na deep web. Os chamados mixers (embaralhadores) misturam transações para confundir quem investiga. Hackers podem também trocar Bitcoin por Monero, que já embaralha transações nativamente.

5. Muitos usuários do Twitter conhecem Bitcoin

O Bitcoin é simplesmente muito conhecido atualmente. O halving, evento de deflação programada da criptomoeda, o BTC chegou ao pico de menções no Google.

Hoje, portanto, muitas pessoas não se perguntam mais o que é a moeda, o que é bom para o criptomercado. Por outro lado, criminosos como os que atacaram o Twitter tendem a se aproveitar mais da fama do ativo, assim como qualquer produto popular.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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