Os principais fundos de investimento do Brasil estão dando prejuízo aos cotistas. Segundo um levantamento realizado pela casa de análise Capital Research, as maiores gestoras do país têm dado rentabilidade abaixo do IBOV.

A pesquisa foi realizada com 274 fundos com mais de três anos de atuação e pelo menos 1 mil cotistas. Além disso, foram considerados apenas os que contam com determinadas classificações na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O estudo levou em conta o desempenho dos fundos entre junho de 2016 até junho de 2020. Segundo a Capital Research, 29 desses fundos apresentaram performance abaixo do Ibovespa.

A quantidade parece ser pequena, mas esses fundos são alguns dos maiores do país. Juntos, eles têm 3,2 milhões de investidores e R$ 4,3 bilhões de patrimônio líquido.

[Os fundos] prometem uma gestão ativa que garanta uma performance melhor do que o Ibovespa, cobram taxas para isso, e nem isso conseguem entregar.

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Apenas 15% dos fundos apresentou bons resultados em relação ao IBOV

Outros 44 fundos apresentaram bons retornos em relação ao índice acionário. Além disso, esse grupo registrou alta correlação com o IBOV, o que significa que eventuais quedas são provocadas por um movimento geral do mercado.

Apesar de serem em quantidade maior, esses fundos gerem os investimentos de quase o mesmo número de cotistas que o grupo de menor performance. Eles reúnem 3,4 milhões de investidores e concentram patrimônio líquido de R$ 7,6 bilhões.

A Capital Research não revelou os nomes dos fundos de investimento considerados na pesquisa.

Enquanto isso, o Bitcoin tem entregado rendimentos bem maiores que a bolsa. Uma pesquisa divulgada em julho mostrou que o BTC já era o melhor investimento do ano. A criptomoeda rendia lucro de 72,99% até a metade de 2020. O dólar ficou na segunda posição, com 35,60%.

Com a queda brusca de março, o IBOV havia ficado em último lugar frente aos outros investimentos da lista. A bolsa brasileira registrou prejuízo de 17,8% no acumulado dos primeiros seis meses do ano.