Profissão Cripto: José Artur Ribeiro compartilha experiência em liderar uma empresa de criptomoedas no Brasil

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EM RESUMO
  • Nova série de entrevistas do BeInCrypto vai explorar as diferentes profissões do mercado de criptomoedas no Brasil.

  • O primeiro entrevistado foi o economista José Artur Ribeiro, CEO da exchange Coinext.

  • Ribeiro conta como foi o processo de criação da empresa em 2017 e dá dicas para quem deseja entrar no setor.

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Nova série de entrevistas do BeInCrypto vai explorar todas as profissões da indústria de criptomoedas do Brasil.



O objetivo é compartilhar jornadas profissionais de especialistas de cada ramo do mercado, para inspirar e dar dicas de como entrar no meio cripto. 

Na primeira entrevista da série “Profissão Cripto”, o BeInCrypto conversa com José Artur Ribeiro, CEO da exchange de criptomoedas Coinext



Fundada em 2017, a Coinext desponta como uma das principais plataformas de negociação de criptomoedas no Brasil, possuindo hoje cerca de 117 mil clientes.

Uma nova carreira

Quem conhecia a antiga opinião de José Artur Ribeiro sobre o bitcoin, se surpreende ao ver o rumo que sua vida profissional tomou. 

Até 2017, o economista achava que o bitcoin não passava de um dinheirinho de internet, usado por golpistas para aplicar fraudes e esconder atividades ilícitas.

Ao dar mais uma chance e se aprofundar na história da criptomoeda, todo o pessimismo de José vai embora. 

O economista ficou maravilhado com a revolução que a tecnologia blockchain trazia ao mundo financeiro. Trabalhando como contador, ele conhecia melhor do que ninguém a burocracia e a morosidade do mercado tradicional. 

Naquele momento, José Artur Ribeiro já tinha uma carreira estabelecida no Brasil. Depois de estudar e trabalhar na Itália, ele ocupou cargos de liderança em grandes empresas do país, concretizando uma carreira segura e planejada.

Porém, o bitcoin era uma transformação de paradigma muito forte que Ribeiro simplesmente não conseguia ignorar. Dessa forma, ele decidiu sair de seu cargo de diretor financeiro da Vodafone que ocupava em 2017, e entrar com tudo na indústria das criptomoedas. 

Assim, com um filho recém-nascido e ganhando um terço do salário anterior, José cria a exchange Coinext.

“Foi uma decisão agressiva em um momento delicado, mas alguma coisa me dizia que estava fazendo a melhor escolha da minha vida profissional. É muito bom ver que a intuição que tive há alguns anos atrás sobre o potencial deste mercado, hoje se concretiza.” 

Os desafios de liderar uma empresa de criptomoedas no Brasil

De acordo com José Ribeiro, criar uma exchange teve seus desafios, mas dois fatores facilitaram a boa entrada da empresa no mercado.

O primeiro deles foi o fato de que o ramo de criptomoedas em 2017 não possuía qualquer regulamentação no Brasil que pudesse engessar a criação da empresa.

O segundo fator foi que naquele momento de rali do bitcoin, ao mesmo tempo que haviam muitas iniciativas sendo criadas no mercado, poucas delas eram realmente sérias. De tal forma que havia uma espaço para concorrer entre os projetos de grande porte, liderados  por profissionais com experiência real no meio financeiro. 

Essa experiência de mercado que Ribeiro cita, também foi fundamental para estabelecer um bom relacionamento com os bancos. No Brasil, são inúmeras as iniciativas do setor das criptomoedas que não conseguem avançar porque não encontram abertura em bancos.

Outro problema que pode levar muitos empreendedores a fechar as portas de um negócio antes mesmo de ele começar a operar, é a falta de investimento. 

Entretanto, nesta questão José é otimista. Ele acredita que estão surgindo cada vez mais incentivos para a área das criptomoedas, principalmente neste momento de valorização do bitcoin onde todos os agentes do mercado estão de olho para entender e fazer parte deste mundo.

“Hoje em dia o capital está cada vez mais facilitado para o nosso segmento. Principalmente porque já não estamos em 2017, e sim em outro momento do mercado onde já ampliou e muito o conhecimento sobre o poder atrelado ao bitcoin. Os grandes fundos que antes tinham aversão a esse mundo, hoje já não tem mais. Ao contrário, tá todo mundo querendo, de alguma forma, fazer parte desse bussiness.”

2 dicas essenciais

Com base na sua experiência profissional, José Artur Ribeiro dá dois conselhos para quem está neste momento pensando em abrir uma empresa no setor de criptomoedas no Brasil. Em primeiro lugar, ele aconselha seguir sempre a intuição.

“A gente às vezes fica fazendo muitos planejamentos e cálculos, sem acreditar na nossa própria capacidade intuitiva. Então a partir do momento que você percebe o potencial deste mercado e no fundo, seu subconsciente fala para você ir, então vai fundo.” 

O segundo conselho de Ribeiro segue a linha de algo que ele viu durante os vários anos em que atuou como consultor de empresas de diferentes setores: a importância do foco.

“Eu não sei exatamente o que faz as empresas darem certo, mas o que faz elas darem errado é sem dúvida a falta de foco. Então não tente querer ter várias ideias ou mudar totalmente o rumo no meio do caminho. Esteja sempre focado naquilo que te motivou a começar o negócio em primeiro lugar.”

A falta de profissional qualificado no mercado de criptomoedas

De acordo com José Artur Ribeiro, a principal dificuldade atual na gestão de uma empresa de criptomoedas no Brasil é encontrar pessoas especialistas na área para montar um bom time de profissionais.

Ele relata que no começo, quando estava fundando a exchange, foi complicado trazer profissionais de outras áreas, tanto da tecnologia quanto do mercado financeiro, para  redirecionar suas carreiras ao novo mercado que estava surgindo. 

Atualmente, a Coinext conta com uma equipe de 18 profissionais de diferentes áreas. Para José, a qualidade central que a empresa busca num candidato na hora de fazer uma contratação, é o seu real interesse pelo mercado das criptomoedas.

“A pessoa tem que ter um mínimo de conexão aos nossos valores. Não da exchange em si, mas sim valores que estão ligados aos princípios do bitcoin, como liberdade e  descentralização. Buscamos sempre pessoas com cabeça aberta, capazes de entender que a gente está vivendo um momento de evolução de valor.”

Muito mais que apenas saber as técnicas exigidas nas diferentes frentes do segmento, a entrega pessoal a esse universo das criptomoedas é essencial para um profissional se dar bem no ramo, afirma Ribeiro. 

Ele destaca também a importância da educação continuada, uma vez que o mercado das criptomoedas evolui muito rápido e exige de um bom profissional, um entendimento profundo das diferentes facetas deste mundo.

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Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.

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