‘Qualquer um quer trocar para uma moeda forte’, diz Saylor sobre Bitcoin na América Latina

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EM RESUMO
  • Michael Saylor assinalou, em relação ao bitcoin, que “se um país como a Venezuela tem este desafio, pode gerar um resultado interessante”.

  • O CEO da MicroStrategy ressaltou que as pessoas que pensam a longo prazo vão migrar para o Bitcoin.

  • A Venezuela se encontra no centro da atenção dos economistas do mundo devido à grave crise econômica e a estratosférica taxa de inflação.

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O CEO da MicroStrategy, Michael Saylor, falou em evento na Venezuela sobre suas opiniões sobre o Bitcoin como esperança para a Venezuela e a América Latina, a adoção do BTC como moeda legal em El Salvador e vários outros temas.

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A Venezuela se encontra no centro das atenções de economistas a nível mundial devido à grave crise econômica que enfrenta e sua estratosférica taxa de inflação.

Para falar deste tema, o evento “Satoshi na Venezuela”, através de Javier Bastardo, contou com a participação de um dos atores mais importantes do ecossistema do Bitcoin: o CEO da MicroStrategy, Michael Saylor.

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O BeInCrypto participou do evento e traz os principais destaques, incluindo falas de Saylor sobre por que o bitcoin é uma esperança para a Venezuela e a América Latina, sua opinião sobre a adoção de BTC em El Salvador e muitos outros temas.

Como o Bitcoin é uma esperança para um país como a Venezuela?

A Venezuela enfrenta, há vários anos, uma crise econômica grave que afetou a qualidade de vida de sua população. Isto se deve às fortes regulamentações da banca tradicional, o bloqueio de divisas, a conjuntura política e a confiança escassa na moeda nacional, o bolívar. Todos estes elementos favoreceram uma maior adoção de criptomoedas ao país sul-americano.

Neste sentido, Javier Bastardo sempre foi um partidário da ideia de que o Bitcoin é uma forma de melhorar a vida dos venezuelanos e começou a entrevista com Michael Saylor com uma pergunta muito interessante: como o bitcoin é uma esperança para um país como a Venezuela?

O CEO da MicroStrategy expressou sua opinião geral sobre a transformação digital representada pelo bitcoin:

“O bitcoin é como um banco no ciberespaço que é manejado por software absolutamente incorruptível que oferece a todas as pessoas do mundo uma forma fácil, segura e acessível de ter uma conta de poupança onde possa depositar seu dinheiro”.

Em relação ao caso específico da Venezuela, Michael Saylor acrescentou:

“Qualquer economia funciona melhor se tiver um banco incorruptível que permita às pessoas guardar sua energia monetária e também ter uma perspectiva a longo prazo de como funcionam as coisas, é disso que se trata a esperança […]. E tudo o que você faz e tudo o que você cria vai pelo ralo ou é simplesmente diluído pela inflação, você não tem esperança e isso tem que ser revertido […]. A maneira de reverter isso é dando às pessoas a propriedade e dando-lhes algo sobre que ter o controle sem o risco de que algum gerente, algum executivo da empresa pudesse estragar tudo para eles ”.

Neste sentido, o organizador do “Satoshi na Venezuela” enfatizou que no país sul-americano está “proibido ter poupança”, já que a moeda nacional perde aproximadamente 1% de valor ao dia, contando assim com a possibilidade de migrar a outras opções, como o dólar. Ao que o CEO da MicroStrategy respondeu:

“Há muitos países que estão no dólar e no euro neste momento e suas moedas estão perdendo aproximadamente 20% de seu valor todos os anos. […] Temos outros países em que a moeda está se deteriorando ainda mais rápido, seja 40%, 80% ou 90% e a Venezuela, assim como esses países, tem esse desafio”.

Michael Saylor argumentou ainda mais o seu pensamento, assinalando que:

“Se um país como a Venezuela que tem esse desafio gerar um crescimento interessante, uma vez que qualquer pessoa em um país com moeda debilitada possa trocar essa moeda por uma outra mais forte. Porém isso só funciona se você quiser guardar dinheiro por dois ou três anos. Se você quiser guardar dinheiro por dez anos, não é bom economizar e é necessário trocar por um ativo ainda mais forte que o dólar”.

Investidores a longo prazo migrarão para o Bitcoin

Michael Saylor também prevê que os Estados Unidos terão um grande problema econômico no futuro, mas que ainda está a alguns anos de distância. Partindo dessa premissa, assinalou que as pessoas que pensam a longo prazo vão migrar para o bitcoin.

“Claro, há a opção de outros tipos de propriedade: é possível comprar ações, comprar o Índice S&P500, comprar outros terrenos, imóveis, edifícios e também é possível comprar Bitcoin. Há muitas opções, mas se você for uma pessoa da classe média, da classe trabalhadora, especialmente no resto do mundo, não tem condições de comprar imóveis, propriedades comerciais ou terrenos. Então, uma das coisas que estas pessoas podem fazer é trocar uma moeda mais fraco por uma mais forte […] que neste caso é o Bitcoin”.

Opinião sobre El Salvador

No começo de junho de 2021, o anteprojeto apresentado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, foi aprovado poucas horas depois de ser proposto. Graças a isto, El Salvador se converteu na primeira nação a reconhecer o Bitcoin como moeda legal.

O CEO da MicroStrategy expressou sua opinião a respeito deste marco histórico para a maior criptomoeda do mundo em capitalização de mercado:

“Acho que há dois benefícios quando você adota o padrão bitcoin. [O primeiro] é que, macroeconomicamente, você fica com um ativo de tesouraria que está se valorizando em vez de reduzir, então você coloca toda a sua economia em algo mais forte. [E, no campo tecnológico] é possível usar o protocolo bitcoin […] para poder fornecer transações em BTC […] a qualquer cidadão do país”.

Oferecendo uma panorâmica mais clara sobre El Salvador, Michael Saylor assinalou:

“Dois terços da população de El Salvador não possui uma conta bancária. Então, se quero criar um banco o que devo fazer é fornecer um número de celular, uma carteira de criptomoedas e uma moeda digital que seria o dólar e que, por sua vez, estaria em um ativo digital que seria o bitcoin”.

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Luis é um jovem venezuelano que acredita firmemente no criptoespaço como a nova economia libertadora do século XXI. Habitante da cidade de Guarenas, contribui apaixonadamente desde 2019 com a tradução e redação de notícias sobre criptomoedas. Bacharel em Educação em Ciências Naturais (Cuba, 2012) e Mestre em Educação Ambiental (Venezuela, 2018). Gosta de línguas e apoia o conceito de educação continuada e permanente.

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