Queda do Bitcoin pode ser apenas pânico de ‘mãos de alface’, diz famoso analista

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EM RESUMO
  • Venda em massa de Bitcoin ocorreu no mercado à vista, diz analista.

  • Investidores de mãos fracas teriam sido a causa da queda de preço.

  • Dados da blockchain apontam que correção pode estar terminando.

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Para analista, venda em massa de Bitcoin ocorreu no mercado à vista por investidores de mãos fracas; correção pode estar terminando.



Investidores de Bitcoin que abriram suas carteiras na manhã desta segunda-feira (11) viram queda no saldo em Bitcoin e outras criptomoedas. O BTC recuou fortemente e já alcança mais de 20% em 24 horas. De US$ 41.200, chegou a atingir menos de US$ 32.000. A culpa, no entanto, teria sido apenas de um punhado de pessoas com “mãos fracas”, popularmente chamados de “mãos de alface” no Brasil.

Para o famoso analista Willy Woo, o movimento foi menor do que muitos podem pensar. Isso porque, para ele, o forte recuo do Bitcoin tem ligação com o mercado à vista e teria causa no suposto desespero de uma parcela dos detentores e cripto. Tudo começou, então, quando uma venda em massa fez o BTC perder o suporte na região dos US$ 39.000.



O BTC estava consolidando entre US$ 39k- US$ 42k em uma região onde estava sendo negociado 30% acima do piso fundamental estimado. Ao negociar tão acima do piso, há muito espaço para volatilidade. A ação começou quando essa linha de suporte quebrou.

Mercado de derivativos de Bitcoin não sofreu abalo considerável, diz Willy Woo

Ainda de acordo com o analista, o movimento do Bitcoin se deu principalmente no mercado à vista. Essa característica, portanto, ligaria a queda ao pânico causado entre alguns investidores. Então, ao ver o suporte quebrando, algumas pessoas com muitos bitcoins resolveram vender e levaram outros consigo.

Os derivativos não liquidaram, não houve colapso no número de contratos negociados (contratos em aberto). Em vez disso, o que vimos foi uma venda nos mercados à vista. O BTC foi enviado para as exchanges (linha vermelha), e logo em seguida o fluxo líquido de USDC começou a sair das corretoras.

Queda é desejada – e possivelmente provocada – por baleias, especulam traders

A correção já era esperada, mas alguns especulam os motivos que teriam dado início ao recuo de preço do Bitcoin. Um dos motivos teria sido, por exemplo, a recusa de alguns bancos do Reino Unido de entregar dinheiro vindo de exchanges de criptomoedas. Dessa maneira, clientes não poderiam obter lucro da venda do BTC.

Enquanto isso, outros analistas consideram que grandes baleias de Bitcoin estariam tentando manipular o mercado. Uma delas seria a firma de investimentos Guggenheim Partners. No último domingo (10), o chefe de investimentos da empresa, Scott Minerd, disse que seria hora de fazer lucros no Bitcoin.

O aumento parabólico do Bitcoin é insustentável no curto prazo. Vulnerável a um revés. A meta técnica de topo de US$ 35.000 foi excedida. É hora de tirar algum dinheiro da mesa.

O anúncio soou estranho para alguns analistas. Isso porque, recentemente, a mesma empresa havia firmado um alvo de US$ 400.000 para o Bitcoin.

“Nosso trabalho nos fundamentos mostra que o Bitcoin deve valer cerca de US$ 400.000.” – Scott Minerd. Instituições tentando usar FUD [medo, incerteza e dúvida] no Twitter para comprar milho mais barato. Surpreendente.

Correção do Bitcoin pode ter chegado ao fim

Ao contrário de mercados de baixa, o fluxo de capital voltou a entrar em exchanges logo após a queda do Bitcoin. O comportamento de investidores, dessa forma, indicaria uma “consolidação saudável”.

USDC agora está começando a voltar, parece que a maior parte da venda acabou. O ambiente mais amplo da rede permanece otimista. Isso parece uma consolidação realmente saudável para mim. Os dados se encaixam em uma narrativa de mãos fracas sendo sacudidas.

Segundo Woo, por enquanto, ainda não sinais de que o dinheiro vindo de grandes investidores no Bitcoin tenha cessado.

Mineradores voltaram à ativa

Um dos indicadores de que a correção pode estar próxima do fim é a atividade de mineradores. O comportamento dos nós responsáveis pela validação da rede, vale ressaltar, dá importantes pistas sobre o preço do ativo.

Em geral, quando mineradores reduzem sua atividade e começam a vender BTCs acumulados, a criptomoeda vê uma queda no horizonte. Esse foi, por exemplo, um dos indicativos de que a correção estava por vir. Agora, no entanto, dados da blockchain apontam que mineradores voltaram a ligar as máquinas com toda força.

Isso porque a taxa de dificuldade da rede voltou a atingir um pico histórico. Segundo a Glassnode, o dado indica que os fundamentos do Bitcoin permanecem positivos.

Enquanto BTC alcançou o fundo, os fundamentos da rede continuam fortes, apontando para uma rede saudável. A dificuldade de mineração e taxa de hash do BTC estão em máximos históricos.

Além disso, no sábado, pouco antes do início da correção, a dificuldade de mineração de bitcoin já havia aumentado 10,79%. Dessa maneira, ainda naquele dia, a taxa havia chegado pela primeira vês acima dos 20 trilhões.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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