R$ 5 bilhões em Bitcoin de 4ª maior carteira foram apreendidos do Silk Road pelo governo dos EUA

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EM RESUMO
  • Governo americano confirma apreensão de quase 70.000 BTC

  • Avaliados em cerca de R$ 5,5 bilhões, bitcoins são da Silk Road

  • Movimentação da carteira chamou atenção nesta semana

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O Departamento de Justiça dos EUA confirmou na noite de quinta-feira (5) que uma carteira contendo o equivalente a mais de R$ 5 bilhões em bitcoin foi apreendida. Segundo autoridades americanas, as criptomoedas são pertencentes ao famoso mercado ilegal Silk Road.



Avaliados em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões), os bitcoins agora estão sob custódia da Justiça no âmbito de processo contra a Silk Road. O famoso mercado ilegal funcionou na dark web até 2013. Naquele ano, o site foi derrubado e o fundador Ross Ulbricht preso.

Ele cumpre pena de prisão perpétua por coordenar um site que chegou a ter 13.000 anúncios de venda de drogas ilícitas e outros serviços ilegais. Além disso, vale lembrar, os pagamentos eram em grande parte feitos em bitcoin.



As autoridades americanas não chegam a mencionar Ulbricht no comunicado sobre a apreensão de bitcoins. O dono dos ativos é chamado apenas de “Individual X” (“indivíduo x”), mas teria sua identidade conhecida pela Justiça.

Carteira de Bitcoin da Silk Road era a quarta maior do mundo

A carteira de bitcoin da Silk Road era considerada a quarta maior do mundo até que os fundos foram movidos. Na quarta-feira (4), a transação de 69369,164 BTC foi flagrada pelo monitor Whale Alert e chamou a atenção da comunidade.

Um hacker havia divulgado dois meses antes que a carteira havia sido passada de mão em mão entre crackers na tentativa de quebrar a criptografia. Após o anúncio das autoridades, portanto, ficou revelado que o governo americano pode ter estado sempre por trás dessas tratativas.

Segundo um analista, o despejo de tantos bitcoins poderia ocasionar um abalo significativo no preço da moeda. No entanto, ainda não se sabe se e quando os BTCs serão liquidados no mercado. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o bitcoin apreendido estará sujeito a “processos de confisco”.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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