“Real digital” já é realidade com financiamento da Ripple no interior do Rio de Janeiro

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EM RESUMO
  • Município do Rio de Janeiro usa uma versão de Real digital via aplicativo

  • Experiência faz parte de estudo sobre implementação de Renda Básica no país

  • Segundo FGV, moeda no app foi essencial para distribuir Auxílio Emergencial

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Bancos centrais de vários países do mundo, inclusive o do Brasil, estudam a criação de uma moeda nacional digital (CDBC). No entanto, já existe um experimento financiado pela Ripple que bebe na água desse conceito atualmente em funcionamento no interior do Rio de Janeiro. E, ao que tudo indica, vem dando certo.



Moradores de Maricá, um município a 59 km da capital carioca, participam de um estudo de renda básica conduzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pesquisadores buscam saber quais são os efeitos dessa política pública para a economia.

Milhares de pessoas recebem da prefeitura um valor mensal em Mumbuca, moeda pareada com o Real que só é aceita na cidade. Segundo pesquisadores da FGV, o objetivo é incentivar a circulação na economia local.



O projeto começou em 2013 com a distribuição de Mumbuca no equivalente a R$ 70 por mês. Em 2017, passou para R$ 130 mensais. No entanto, um grande avanço aconteceu quando o programa passou a adotar o E-Dinheiro, espécie de aplicativo de moeda digital.

O Banco Mumbuca, espécie de Banco Central experimental, passou a usar o E-Dinheiro para emitir a moeda social. A partir daí, os usuários começaram a usar o aplicativo para, por exemplo, comprar em lojas e até para transferências diretas entre pessoas.

De acordo com a FGV, qualquer morador de Maricá pode abrir uma conta digital pré-paga e usar o Mumbuca como forma de pagamento pelo app.

O modo de funcionamento lembra o WeChat, maior plataforma de pagamentos da China. Além disso, remete à moeda digital chinesa, prestes a ser lançada.

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“Real digital” de Maricá acelerou distribuição do Auxílio Emergencial

 

Além do app, usuários continuam possuindo os cartões que já existiam. Dessa maneira, é possível fazer compras pelo celular ou usando máquinas convencionais – inclusive com função contactless. Os avanços foram divulgados em um artigo da FGV.

Segundo o estudo, o aplicativo E-Dinheiro tem sido fundamental para distribuir o Auxílio Emergencial durante a pandemia. Diante das recorrentes reclamações sobre o Caixa Tem, a moeda digital de Maricá surgiu como uma solução.

Moradores da cidade receberam os valores mais rapidamente. Primeiro, com R$ 300 durante três meses além de antecipação de abono natalino. Mais tarde, os R$ 600 foram pagos com a Mumbuca e o app E-Dinheiro.

Os pesquisadores consideram que a moeda digital expande a inclusão financeira e atenua a crise entre os mais pobres.

Se a experiência de Maricá for replicada para outros municípios, é possível que haja maior êxito em fazer a RBE chegar a quem precisa.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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