• Real perdeu 26% de valor em 2020
  • Queda já foi maior, com o Dólar chegando próximo aos R$ 6,00
  • Segunda onda do COVID-19 no exterior trará mais dificuldades, no segundo semestre

Real mostra sinais de recuperação frente ao Dólar americano. Porém, segundo semestre será carregado de dificuldades, devido ao COVID-19. Na soma do ano, o Dólar ganhou 34% de valor sobre o Real.

O Real está mostrando alguma força contra a crise econômica provocada pela pandemia do COVID-19. Contudo, o segundo semestre trará dificuldades, já que a segunda onda de COVID-19 pode atingir os países desenvolvidos.

Nos EUA, a reabertura da economia está mostrando um cenário desastroso, com enorme aumento do número de infectados. A curva do COVID-19, que estava recuando, voltou a subir, nos Estados Unidos.

Por aqui, a primeira onda da pandemia segue firme. Dessa maneira, há incerteza quanto ao futuro da economia brasileira, o que reflete no valor do Real.

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Real se recupera, mas cenário futuro é incerto

O gráfico acima mostra o câmbio do Dólar, na comparação com o Real, em 2020. A moeda começou 2020 cotada a R$ 4,01. Porém, a chegada da pandemia causou a disparada da moeda americana, que atualmente está cotada em R$ 5,40.

Isso significa que o Dólar valorizou 34,66%, apenas no primeiro trimestre.

Porém, o resultado chegou a ser pior, em alguns momentos. A moeda norte-americana ficou um bom tempo acima dos R$ 5,80, batendo nos R$ 6,00, por diversos momentos.

De todo modo, a previsão dos economistas é de que o Dólar vai fechar 2020 cotado a R$ 5,20, de acordo com o último relatório FOCUS, produzido pelo Banco Central.

COVID-19 pode piorar o câmbio, no 2.º semestre

Nas últimas semanas, o mercado de ações vinha batendo recordes nos EUA. Isso acontecia porque os investidores demonstravam um otimismo injustificável com a reabertura da economia americana.

Contudo, a alegria durou pouco: com a reabertura, os EUA estão sofrendo com uma disparada de novos casos de infectados por COVID-19. A curva de contaminados, que havia se estabilizado, voltou a subir. Nos estados do Texas e da Flórida, houve novo fechamento de atividades não-essenciais.

Na Europa, alguns países estão enfrentando dificuldades semelhantes, como a Alemanha e a Inglaterra.

Dessa maneira, caso uma segunda onda de COVID-19 se confirme nos países desenvolvidos, o cenário será catastrófico para o Real. Certamente, a moeda brasileira já desvalorizou bastante, o que contém uma queda muito severa no valor. Contudo, há espaço para uma desvalorização maior.

Outro possível problema é o descontrole da pandemia, no Brasil. Caso o cenário atual se agrave e a reabertura econômica fique prejudicada, é de se esperar que ocorra a fuga de investimentos estrangeiros. Além disso, é possível que as empresas nacionais se desvalorizem, novamente, na Bolsa de Valores.

Nicolas Nogueira

Nicolas se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná e é pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais. Atualmente, cursa Jornalismo na FAPCOM. Escreve sobre economia, política e história há alguns anos. Em 2017, após entrar em contato com a tecnologia blockchain, se entusiasmou com o seu potencial e passou a estudar as aplicações da tecnologia aos diversos setores da economia. Seu foco está em discutir as melhores maneiras de alavancar o desenvolvimento nacional através do uso do blockchain e das criptomoedas.

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