Real pode ser ‘resgatado’ por vitória de Biden nos EUA em meio a possível dólar a R$ 6

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EM RESUMO
  • Vitória larga de Biden daria sobrevida a moedas emergentes, incluindo real

  • Visão é de agentes ouvidos em pesquisa da Reuters/Ipsos

  • Mercado brasileiro, porém, aponta pessimismo puxado por temor com contas públicas

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Uma vitória de Joe Biden na eleição presidencial dos EUA pode ajudar o Real. Enquanto isso, o mercado já cogita a possibilidade de o dólar alcançar R$ 6.

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Segundo um levantamento realizado pela agência Reuters e pelo instituto de pesquisa Ipsos, agentes do mercado veem espaço para subida de moedas emergentes em uma eventual vitória do democrata, desde que seja por larga vantagem.

A projeção seria resultado da aprovação de um novo pacote de estímulo econômico. Além disso, espera-se um reforço de indústrias ligadas à energia renovável. Na avaliação dos operadores ouvidos pela pesquisa, os dois fatores impactariam negativamente o dólar.

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Desvalorização do dólar pode ajudar real, avalia mercado em pesquisa da Reuters/Ipsos

O real vem em livre descenso em 2020 e é a moeda com o pior desempenho do mundo entre as emergentes. A moeda brasileira acumula mais de 40% de desvalorização, superando o Peso Argentino e a Lira Turca. Na última semana, a cotação do dólar chegou a tocar em R$ 5,80.

A vitória de Biden nos EUA, dessa maneira, pode, na visão de analistas ouvidos pela Reuters, dar um alívio na pressão sobre a moeda brasileira. No entanto, o fator interno ainda pode ser preponderante na balança.

Queda do dólar perante real pode depender de resposta da economia brasileira

Temores fiscais freiam o real

Para o economista-chefe do banco de investimento Haitong no Brasil, Flavio Serrano, nem a desvalorização do dólar pode ajudar o real dadas as más condições domésticas. À Reuters, ele explica que as eleições dos EUA não devem influenciar no desempenho da moeda brasileira.

No Brasil, as movimentações cambiais estão mais relacionadas a preocupações fiscais. Não espero grandes mudanças para o real devido à votação dos EUA.

O receio está no descontrole das contas públicas. Investidores já enxergam, por exemplo, o risco de o Brasil não honrar dívidas de curto-prazo. Como consequência, o fluxo de estrangeiros que saem do país segue aumentando.

Pesquisa do Banco Central mostra que mercado vê nova piora no câmbio

Mercado piora projeção do dólar pela 4ª semana

O pessimismo do mercado é refletido mais uma vez pela pesquisa Focus do Banco Central. No levantamento da última semana, a pesquisa mostra um aumento da expectativa para a cotação do dólar pela quarta semana seguida.

Na mediana agregada do ano, por exemplo, os agentes do mercado já passam a ver o dólar a R$ 5,45 no fim de 2020, R$ 5,20 em 2021 e R$ 5 em 2022. Em 2023, a projeção é que a moeda americana não caia para menos de R$ 4,94.

Já o economista-chefe do banco Itaú já ventila a possibilidade de o dólar alcançar R$ 6. Nesse caso, diz o executivo, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deverá voltar a aumentar os juros. Haveria, segundo ele, possibilidade de ver aumento da Selic até março de 2021.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Colaborei entre 2013 e 2021 com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atuei como repórter e depois como editor-chefe do BeInCrypto Brazil entre abril de 2020 e setembro de 2021.

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