Real vai decepcionar e dólar não cairá abaixo de R$ 5 em 2021, dizem analistas

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EM RESUMO
  • Real recuperou parte das perdas de 2020 e fechou ano com dólar R$ 5,18.

  • Queda, no entanto, não deverá ser tendência para 2021, na visão de analistas.

  • Consenso é de que moeda americana não seja negociada por menos de R$ 5.

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Real avançou contra dólar em dezembro, mas movimento não deve continuar em 2021 mesmo com queda da moeda americana no mercado internacional, na avaliação do mercado.



Após bater quase R$ 6 em 2020, o dólar caiu em dezembro de 2021 e não subiu mais para acima de R$ 5,25. Analistas, no entanto, ainda não veem fôlego suficiente no real para seguir valorizando. Para analistas, a moeda americana não deve cair para menos de R$ 5 em 2021.

Mercado não vê dólar abaixo de R$ 5 em 2021 | Fonte: Banco Central

O principal indício está no levantamento mais recente do Banco Central. O relatório Focus publicado nesta segunda-feira (4) mostra cautela de agentes em relação ao dólar. Mesmo com o ímpeto das últimas semanas, o mercado projeta que o câmbio irá fechar o ano que se inicia em R$ 5.



Segundo a pesquisa, o cenário só começaria a melhorar a partir de 2022. Ano que vem, a expectativa é que o dólar alcance R$ 4,90 e chegue apenas a R$ 4,85 em 2023. O movimento vem acompanhado de uma projeção menor de inflação. Dessa maneira, a expectativa para a Selic também reduziu.

Aumento da taxa de juros não seria suficiente para impulsionar real frente ao dólar

Ainda segundo o relatório do Banco Central, operadores do mercado projetam Selic em 3% para 2021. A taxa é menor do que a prevista na última semana, quando a expectativa era de taxa base em 3,13%. O movimento vem acompanhado de inflação alta medida pelo IPCA, mas em queda.

A medição, vale ressaltar, ocorreu após perdas para a moeda brasileira. Após atingir R$ 5,04 em 11 de dezembro, o dólar subiu para R$ 5,19 no dia 23 de dezembro e R$ 5,23 no dia 28, pouco antes da consulta. A alta, no entanto, aconteceu mesmo com um recorde de posições vendidas em dólar no exterior.

Índice DXY do dólar já cai para níveis de abril | Fonte: TradingView

A aposta na queda do dólar se confirmou logo em seguida. O índice DXY, que mede a força da moeda contra uma cesta de divisas fortes, caiu para menos de 89,5 pontos, o menor patamar desde 1º de abril, no auge da crise do coronavírus. O recuo do câmbio no Brasil para R$ 5,18 no fechamento do ano, portanto, foi influenciado pelo fator externo.

Disputa na Câmara e contas públicas são principais preocupações

O ambiente político conturbado em meio à disputa pela presidência da Câmara dos Deputados deverá dar o contorno do ambiente interno no começo de 2021. Para analistas, a eleição poderá influenciar na agenda econômica para este ano e sinalizar se o governo irá ou não respeitar a lei do teto de gastos.

Aliada a isso está uma projeção de forte crise econômica no horizonte com o fim do Auxílio Emergencial. Ao Canal Rural, o economista-chefe da Necton, André Perfeito, conta que a alta da Selic não deverá ser suficiente para conter a moeda americana.

Os juros devem subir, a favorecendo moeda local. Além disso, a disputa pela presidência do Senado e da Câmara deve impactar o campo político nos próximos dois meses. Com esse cenário, não consigo ver o dólar abaixo de R$ 5. Algumas incertezas persistem, pois estamos em uma situação delicada no campo fiscal. Até hoje não temos certeza se o auxílio emergencial continuará sendo pago ou não.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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