Rei do Bitcoin Vai Lançar Novas Plataformas Para Pagar Dívida

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Claudio Oliveira, controlador do conglomerado Bitcoin Banco, deu uma entrevista ao portal Uol e disse que vai retomar o negócio com o lançamento de novas plataformas de negociação de criptomoedas do grupo.



Claudio ficou conhecido como o Rei do Bitcoin, o grupo que ele controla deve quase R$ 500 milhões a quase 6.500 investidores. Em maio de 2019 o Grupo Bitcoin Banco entrou em uma grave crise após anunciar ter sido alvo de uma fraude.

Desde então as empresas do grupo, principalmente a exchange NegocieCoins, vem enfrentando processos e penhora de bens.



O dinheiro será pago

Claudio informou que pretende quitar a dívida de R$ 500 milhões e pagar todos os investidores, para isso ele vai dar andamento ao processo de recuperação judicial. Porém ele deixa claro que vai fazer uma auditoria para expor o valor correto que cada investidor tem que ganhar.

Segundo ele há pessoas que fizeram um investimento de R$ 10 mil, mas teriam que ganhar R$ 60 mil de lucro, mas na recuperação judicial não será calculado os lucros, e sim o que foi investido. Ao ser questionado se os lucros não serão pagos ele disse que vai negociar.

“É uma negociação. Vamos dizer: ‘olha, te devo x, mas posso te pagar em três vezes, 100 vezes etc.’ Isso é uma negociação. Queremos chegar aos valores exatos que vão satisfazer tanto o cliente como a empresa… No mínimo, a pessoa vai receber o que ela investiu.”

Ao ser questionado sobre a previsão para o início do pagamento aos clientes, Claudio diz que somente o plano de recuperação judicial pode dizer, já que envolve um administrador judicial, empresa de auditoria e clientes.

Projetos futuros

Desde o final o último trimestre de 2019 a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que o Grupo Bitcoin Banco e seus sócios parassem de oferecer contratos de investimento coletivo. Em caso de descumprimento a empresa receberia uma multa diária de R$ 100 mil.

Claudio disse que está criando uma nova fórmula de trabalho e irá apresentar para a CVM e que espera ter a aprovação da comissão para dar continuidade a novos projetos.

Um dos novos projetos é a Zater, a nova exchange do grupo. O cliente abrirá sua conta na Zater e poderá fazer trading nas outras plataformas da empresa. As plataformas terão preços diferentes para compra e venda, portanto o cliente poderá escolher a melhor opção.

A outra novidade é o aperfeiçoamento da FortKnox, plataforma que permite a transferència de uma exchange para outra. Foram corrigidos erros e todas as falhas que tinham de errado na versão anterior.

Ao ser questionado que a FortKnox foi um dos motivos para a crise do conglomerado, já que ela foi hackeada, Claudio comenta que a plataforma não foi hackeada e sim o código onde ela roda.

“Havia uma brecha que permitia fazer a mesma operação ao mesmo tempo em dois computadores diferentes, e isso gerava duplicação. Essa outra plataforma, no entanto, é diferente da FortKnox.”

Claudio finalizou dizendo que trabalha de 7 da manhã às 7 da noite para resolver os problemas da empresa e quitar a dívida com os investidores.

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Mercadóloga, mestra em estratégia e estudiosa do mercado financeiro. Entusiasta do Bitcoin, começou a escrever sobre criptomoedas em 2017 e nunca mais parou. Atualmente é colaboradora do portal BeInCrypto.

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