Relação entre bitcoin e Nasdaq indica novo sinal de alta do BTC, diz analista da Bloomberg

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EM RESUMO
  • Bitcoin apresenta menos correlação com a Nasdaq

  • Criptomoeda já sobe quase o dobro das ações de tecnologia dos EUA

  • Fundamentos são otimistas enquanto Grayscale chega a meio milhão de BTC

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Após perder correlação com o índice S&P500, o bitcoin também já se descola da Nasdaq. Para um estrategista da Bloomberg, trata-se de mais um sinal de alta para a criptomoeda.



A análise é de Mike McGlone, mesmo analista que disse recentemente que o bitcoin caminha para nova alta em 2021. Sua projeção, dessa maneira, fica fortalecida com a queda histórica de correlação do BTC com o índice acionário Nasdaq 100.



Os papeis de gigantes de tecnologia ajudavam a impulsionar o índice na manhã desta quarta-feira (11). Assim, em meio ao otimismo pela eficácia da vacina da Pfizer, as ações de empresas como Netflix e Amazon avançavam entre 1% e 2%. Além disso, às 14h de Brasília, o índice geral subia 1,8%.

O bitcoin, por outro lado, já acumula quase o dobro de alta no intraday. No mesmo horário, a criptomoeda acumulava ganhos de 3,3%, segundo dados do Coingecko. Uma das explicações, segundo a tese de McGlone, é a queda de correlação entre o criptoativo e a Nasdaq.

“Fundamentos para maior apreciação do #Bitcoin estão melhorando contra o índice Nasdaq 100. O vínculo estendido desde 2017 entre o preço do benchmark #crypto e o indicador de equity baseado nas ações de tecnologia parece estar terminando, com fatores fundamentais e técnicos favorecendo o Bitcoin”.

Para o estrategista da Bloomberg, o bitcoin deve avançar para US$ 20.000 até 2021.

“O pêndulo oscila favoravelmente para ouro a US$ 2.000e bitcoin a US$ 20.000. Os preços médios anuais estão a caminho de chegar a US $ 2.000 a onça de ouro e US$ 20.000 para o Bitcoin em 2021. Mercados em alta atualizados para as quase-moedas, com melhores bases técnicas e de fundamentos”.

Grayscale chega perto dos 500 mil bitcoins sob custódia

Um dos motores da alta do bitcoin, dizem analistas, é a adesão crescente de investidores institucionais. O movimento teve a adição recente de Square, Microstrategy e PayPal.

No entanto, já vinha sendo liderado pela Grayscale, que só aumenta os fundos sob gestão. A gestora do maior fundo de criptomoedas do mundo já se aproxima de 500 mil BTC sob custódia, segundo a firma de análise de dados Unfold.

“O Bitcoin Trust da Grayscale agora detém quase meio milhão de #Bitcoin. Isso é cerca de 2,7% do total atual de oferta do $BTC.”

Para traders como Carl Martin (@TheMoonCarl), por exemplo, quem se desfaz de bitcoins agora está apenas “vendendo para a Grayscale”. Nesta semana, o fundo comprou 2,5 vezes todo o bitcoin minerado em uma semana.

“@Grayscale comprou 2,5 vezes mais #Bitcoin do que foi produzido em uma semana! Escassez insana entrando em vigor! Lembre-se: Ninguém pode alterar a oferta limitada de 21 milhões #BTC.”

Injeção de governos contribui pode fazer bitcoin disparar, diz analista

Para outro famoso analista, conhecido como PlanB, o cenário atual favorece uma nova disparada de preço. Defensor do modelo que projeta o BTC a US$ 288 mil até 2024, ele diz que os títulos comprados pelos bancos centrais dos EUA e da Europa podem impulsionar drasticamente o bitcoin.

“Os balanços do FED de US$ 7,1 tri e do BCE de US$ 6,8 tri atingiram uma nova alta de todos os tempos. O efeito sobre o preço do bitcoin pode ser… muito além do esperado.”

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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