Ripple desiste de processar YouTube em caso de golpes com XRP

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EM RESUMO
  • Ripple havia ingressado com ação contra YouTube em 2020.

  • Empresa acusava plataforma de não impedir falsas doações de XRP para roubar vítimas.

  • Youtubers brasileiros já foram alvo de hackers para aplicar esse tipo de golpe.

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A Ripple desistiu de uma ação judicial que havia ingressado contra o YouTube em 2020 por conta de golpes envolvendo o token digital XRP.

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Em abril do ano passado, a Ripple processou o YouTube por supostamente não tomar as providências que impedissem o uso de pessoas e empresas do setor cripto para roubar usuários na plataforma de vídeos.

Em uma série de postagens no Twitter na noite da última terça-feira (9), o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, explicou que as empresas entraram em acordo e puseram fim à disputa. Além disso, segundo ele, as companhias resolveram trabalhar juntas para resolver o problema.

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Ano passado, a Ripple processou o YouTube por não cumprir suas próprias políticas, permitindo que contas falsas (personificando minhas contas verificadas e as da Ripple) conduzissem golpes de brindes de XRP. Agora chegamos a um acordo para trabalhar juntos para prevenir, detectar e eliminar esses golpes.

Ripple e YouTube fundarão ONG para combater crimes virtuais, diz portal

Os termos do acordo são confidenciais, mas Garlinghouse afirma que as redes sociais “estão começando a reconhecer seu papel em permitir a persistência de fraudes de criptomoedas”.

Além disso, o executivo diz que a Ripple está ajudando a detectar e rastrear fundos roubados. No entanto, revela que plataformas como o YouTube já reconhecem a necessidade de fazer parte da solução.

Os termos do acordo são confidenciais. No entanto, em conversa com o portal Decrypt, Garlinghouse teria revelado que Ripple e YouTube criarão uma ONG focada em ajudar vítimas de crimes virtuais.

Publicamente, o CEO da empresa aproveitou também para ligar o caso dos golpes com a situação perante aos reguladores americanos. Para ele, portanto, o enfrentamento às fraudes online e a ação da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, estão conectados.

Sem responsabilidade e ação, a confiança se desgasta neste setor, em um momento crucial em que governos de todo o mundo estão observando atentamente o setor de criptomoedas.

Golpes já afetaram youtubers brasileiros

Os golpes chamados de giveaways, ou distribuição de brindes, são conhecidos do mundo cripto. Eles envolvem o uso da imagem de pessoas e projetos famosos, como é o caso de Elon Musk e da própria Ripple, para atrair usuários em busca de lucro fácil com criptomoedas de graça.

A tática envolve invadir canais com muitos seguidores e fazer lives de falsas promoções. Os golpistas, então, encorajam vítimas a enviar certa quantia em criptomoeda para um determinado endereço com a expectativa de receber o valor em dobro. Pode parecer simplório, mas muitas pessoas caem.

Ações do tipo já aconteceram no Twitter e envolveram canais grandes de youtubers brasileiros, como o “Território Nerd” e o “Ei, Nerd”. Nas duas situações, os golpistas se fizeram passar por marcas em busca de publicidade nos canais. Eles, então, pediam para que os youtubers instalassem um suposto software que seria promovido, mas que, na verdade, era um vírus ladrão de senhas.

Em ambos os casos, os youtubers reclamaram publicamente da dificuldade de recuperar suas contas após a invasão.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Colaborei entre 2013 e 2021 com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atuei como repórter e depois como editor-chefe do BeInCrypto Brazil entre abril de 2020 e setembro de 2021.

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