Ripple explica como XRP pode ser base para moedas digitais de bancos centrais

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EM RESUMO
  • Ripple defende que sua tecnologia de pagamentos pode ser usada para moedas digitais nacionais.

  • Empresa poderia utilizar rede da XRP para movimentar CBDCs.

  • Brasil é um dos países que já sinalizaram a favor de uma moeda digital.

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Dona da XRP, Ripple quer usar tecnologia de pagamentos como infraestrutura para criar moedas digitais nacionais.



As moedas digitais de bancos centrais (CBDC) parecem ser o sonho de consumo da Ripple. Em uma apresentação recente para potenciais clientes, um executivo da empresa americana explicou com detalhes como a rede XRP Ledger e a criptomoeda XRP podem servir de infraestrutura para moedas virtuais nacionais.

Ross Edwards, chefe global da Ripple de soluções ao cliente, explica que a empresa já conta com tudo o que seria necessário para um governo lançar sua própria criptomoeda.



A base, segundo executivo da Ripple, é a mesma utilizada pela empresa há oito anos. Ele se refere à tecnologia de processamento de pagamentos que funciona “24 horas sem parar e sem interrupções”.

Nós podemos utilizar as vantagens dessa tecnologia como infraestrutura adequada para a exploração, idealização e entrega de moedas digitais de bancos centrais totalmente funcionais.

Edwards conta que um Banco Central pode escolher um conjunto de funcionalidades que deseja usar em uma moeda digital.

Novos tipos de transações podem ser adicionados. [Recursos de] Lógica, como contratos inteligentes, podem ser incorporados. E a incorporação de identidade digital também pode ser feita.

A Ripple, dessa maneira, poderia usar a tecnologia para criação de várias moedas digitais nacionais.

[A tecnologia] é construída sob os fundamentos já utilizados para pagamentos em tempo real atualmente. Com isso, emissões de CBDC podem ser feitas em processos mais suaves e corretos.

Assim, a apresentação do executivo da Ripple mostra como a empresa americana vê os CBDCs como alavanca para crescer no campo dos sistemas de pagamentos.

Atualmente, a empresa já usa a RippleNET e a XRP para liquidar transações em moedas fiduciárias comuns. Dessa forma, tudo indica que a companhia não teria problemas para se adaptar em um futuro onde só existam criptomoedas e moedas digitais nacionais.

Brasil não deve ser cliente em potencial da Ripple para o Real Digital

A Ripple já tem a tecnologia para CBDCs, mas dificilmente poderá ganhar atenção do governo brasileiro. O Brasil é um dos países cujas autoridades já falaram claramente sobre a criação do Real Digital. Tanto o presidente do BC quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, já ventilaram a iniciativa.

No entanto, a Ripple poderá ter mais campo de atuação em países que ainda não têm infraestrutura tecnológica para lidar com pagamentos virtuais. No caso do Brasil, por exemplo, a implementação do Pix sinaliza que o próprio Banco Central planeja tomar as rédeas do desenvolvimento da tecnologia.

Segundo especialistas, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é superior ao modelo chinês. Para um dos criadores do texto do Marco Civil da internet, por exemplo, o sistema por trás do Pix poderá, inclusive, servir para criação de uma identidade brasileira digital.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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