Rival do TransferWise, fintech traz remessa internacional com blockchain ao Brasil

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EM RESUMO
  • Fintech prepara serviço de remessa de dólares para Brasil.

  • Empresa usa plataforma blockchain.

  • Solução estará disponível em 52 bancos em janeiro.

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Brasileiros terão uma nova opção para transacionar dinheiro para dentro e fora do país a partir de janeiro de 2021.

A fintech RevoluPAY anunciou nesta segunda-feira (21) o início das operações de remessas internacionais entre Brasil e Estados Unidos. A empresa diz operar “sob protocolos blockchain” e oferece soluções para envio e recebimento de dinheiro com conversão automática. O modelo é similar ao da fintech britânica TransferWise.

Em comunicado à imprensa, a empresa explica que selou acordo com 52 bancos brasileiros para viabilizar a operação. A fintech, dessa maneira, poderá permitir o envio de reais do Brasil a partir de uma conta bancária para outra nos EUA. Do mesmo modo, será possível trazer dólares de fora para uma conta brasileira.

O serviço, chamado de RevoluSEND, é oferecido em parceria com a filial americana do BBVA, banco espanhol que recentemente anunciou um serviço de custódia de Bitcoin. A fintech RevoluPAY, apesar de ser subsidiária de uma empresa canadense, tem sede em Barcelona.



A empresa que desenvolveu a solução, no entanto, não oferece remessas apenas por meio do banco, como faz a Ripple. Dessa forma, qualquer pessoa poderá fazer remessas internacionais por meio de um aplicativo para Android e iPhone.

Remessa internacional barata como no TransferWise

Serviços alternativos de remessa internacional surgiram com o objetivo de baratear transações. Operações do tipo são conhecidas por serem caras demais em bancos tradicionais.

Além da taxa de conversão da moeda ser normalmente alta, a instituição costuma cobrar por taxas extras que acabam encarecendo a transferência. O custo, dessa maneira, acaba desencorajando a conversão de valores baixos.

Na TransferWise, por exemplo, líder desse segmento, o usuário paga uma taxa de conversão similar ao do câmbio comercial. A fintech se sustenta com a cobrança de uma tarifa por transação, além da oferta de outros produtos, como uma conta digital multimoeda.

Há também o Revolut, que oferece os mesmos serviços, mas integra criptomoedas na equação. A conta da empresa, dessa forma, permite converter diferentes moedas pelo aplicativo e fazer compras em diversos países gastando o saldo em qualquer moeda, inclusive cripto. A Revolut está em vias de chegar ao Brasil, mas ainda não se sabe se todas as funcionalidades estarão disponíveis.

Blockchain, exchange e criptomoeda própria

Aplicativo RevoluPAY chega ao Brasil em janeiro

O app RevoluPAY chega ao Brasil com foco nas remessas internacionais. No entanto, o aplicativo também traz outras funcionalidades, como uma exchange integrada de criptoativos. Lá fora, a empresa oferece ainda uma conta digital multimoeda e um cartão de débito que permite fazer transações com conversão automática.

Mas, assim como a TransferWise, que também tem conta digital no exterior, o RevoluPAY ainda não tem previsão para lançar o produto no Brasil. Por enquanto, fica apenas disponível o sistema interno que utilizaria blockchain. Também não está disponível a moeda digital própria CCU, que permite transferência rápida entre usuários do app e tem paridade com o Euro.

O serviço de remessas internacionais, por outro lado, está marcado para entrar em operação a partir de 1º de janeiro de 2021.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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