Supercomputadores da Covid-19 saem do ar por criptomineradores de Monero

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EM RESUMO
  • Monero é muito usada por hackers pelo anonimato

  • Vírus em supercomputadores mineram moeda clandestinamente

  • Ataques afetam pesquisas da Covid-19

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Criptomineradores de Monero obrigaram autoridades na Europa a desligar supercomputadores que ajudam nas pesquisas sobre a Covid-19. As máquinas, que trabalham atualmente principalmente no processamento de dados do coronavírus, foram alvos de ataques de hackers.



O receio é de que máquinas responsáveis por lidar com um alto volume de dados provenientes de laboratórios estejam infectados com vírus que forçam a mineração de criptomoedas. Chamados de criptomineradores, esses códigos maliciosos visam roubar capacidade computacional para alimentar pools ilegais de mineração.

Ataques do tipo são comuns em computadores domésticos. Em alguns casos, os códigos são incorporados a páginas que sequestram o processamento do PC do usuário ocultamente. O ataque, normalmente, deixa a máquina muito lenta. Além disso, é possível encontrar esse tipo de ameaça escondida em anúncios online. Por conta do seu anonimato, a Monero tem sido escolhida por hackers.



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Supermineradores de Monero

No entanto, hackers também visam invadir computadores superpotentes. Com maior poder de processamento, essas máquinas podem gerar rendimentos bem mais fáceis para mineradores ilegais.

Como a Monero embaralha transferências nativamente na rede, é mais difícil de rastrear a origem das moedas. Além disso, pools de mineração do ativo são conhecidos por aceitarem processamento de redes de bots (botnets), normalmente criminosas.

Estima-se que pelo menos 4% do total de Monero em circulação seja proveniente de atividade criminosa. Há mais de um ano, um levantamento contabilizou US$ 57 milhões em lucros para hackers

Pesquisa de Covid-19 em risco na Europa

O problema foi registrado na semana passada. Segundo a Equipe de Resposta a Incidentes de Segurança Informática (CSIRT, na sigla em inglês) para a Infraestrutura Europeia de Rede (EGI), uma primeira análise mostrou “indicadores de comprometimento da rede”. O problema em comum foi a presença de criptomineradores de Monero.

O primeiro a falhar foi o supercomputador ARCHER, administrado pela Universidade de Edimburgo. Em seguida, o Centro Suíço de Computações Científicas (CSCS), em Zurique, na Suíça, também relatou “incidente cibernético”. Em Barcelona, ​​na Espanha, o pesquisador de segurança Felix von Leitner afirmou que um supercomputador também foi desligado por um problema de segurança.

O pior cenário, no entanto, foi na Alemanha. A organização bwHPC identificou comportamento anômalo em cinco de seus clusters de computação de alto desempenho. O Leibniz Computing Center (LRZ), também desconectou uma máquina, e os supercomputadores JURECA, JUDAC e JUWELS também foram desligados. Todos eles estariam minerando Monero para criminosos.

O mesmo aconteceu com o supercomputador Taurus, na Universidade Técnica de Dresden, e com um cluster de computação de alto desempenho na Faculdade de Física da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique.

Os computadores priorizavam pesquisas sobre a pandemia de COVID-19. O tempo de inatividade pode, por exemplo, causar atrasos na busca de vacinas, remédios e outras soluções para a doença.

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Sou jornalista e especialista, pela USP-SP, em Comunicação Digital. Já trabalhei em rádio e impresso, mas boa parte da minha experiência vem do online. Desde 2013, colaboro regularmente com o Grupo Globo na área de tecnologia, onde já cobri assuntos diversos da área, de lançamentos de produtos aos principais ataques hackers dos últimos anos. Também já prestei consultoria em projetos do Banco Mundial e da ONU, entre outras instituições com foco em pesquisa científica. Entrei no mundo das criptomoedas principalmente na cobertura de ataques cibernéticos e golpes no Brasil. Atualmente, faço mestrado em Comunicação Científica na Universidade de Granada, na Espanha. Escrevo para o BeInCrypto desde abril de 2020.

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